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Reforma política enfrenta resistência das maiores bancadas da Câmara; entenda

Reforma política enfrenta resistência das maiores bancadas da Câmara; entenda

A proposta de reforma política que prevê mudanças no sistema eleitoral e a adoção do voto distrital misto enfrenta resistência das duas maiores bancadas da Câmara dos Deputados: PL e PT.

Por Redação

30/10/2026 às 14:27

Plenário da Câmara dos Deputados durante votação

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

A criação do chamado voto distrital misto deve enfrentar resistência das duas maiores bancadas da Câmara dos Deputados: PL e PT. Apesar de estarem em lados opostos no cenário político, os dois partidos são contrários à mudança no sistema eleitoral. O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto, afirmou, por meio das redes sociais, que se reuniu com os integrantes da bancada e que o grupo é contrário ao voto distrital misto. Já o deputado Rogério Correia, do PT, afirmou que o partido não se opõe a mudanças no sistema político, mas que a bancada também será contrária ao voto distrital misto.

Apesar da resistência das duas maiores bancadas, a proposta conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, e de partidos do Centrão, que defendem a criação do voto distrital misto. A proposta foi endossada durante uma reunião de líderes partidários realizada na última quarta-feira. O encontro, no entanto, não contou com representantes do PL, que tem a maior bancada da Câmara, nem do PT, que ocupa a segunda posição em número de deputados. A intenção de Motta e dos partidos do Centrão é avançar com a reforma política ainda neste ano, antes da posse dos novos parlamentares, em fevereiro de 2027.

Uma das estratégias de Motta e do Centrão é justamente convencer o PT para que a bancada vote favorável a reforma politica. Durante a reunião, os parlamentares chegaram a um acordo para estabelecer um período de transição em 2030, com a adoção do chamado modelo federativo. Na prática, metade das vagas para deputado federal seria ocupada pelos candidatos mais votados em cada estado. A outra metade seria preenchida por meio das listas partidárias. Já em 2034, entraria em vigor o modelo distrital misto. Nesse sistema, esse estado usado como exemplo seria dividido em dez distritos eleitorais. Cada distrito elegeria um deputado, escolhido diretamente pelos eleitores daquela região. As outras dez vagas continuariam sendo preenchidas por meio das listas partidárias

Fonte: CBN

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