Home
/
Notícias
/
Política
/
Justiça determina que Zema preste depoimento para esclarecer uso de celular na cabine de votação
Justiça determina que Zema preste depoimento para esclarecer uso de celular na cabine de votação
Uso de dispositivos móveis ao votar é proibido pela legislação eleitoral e configura crime de violação de sigilo do voto.
Por Redação
22/10/2026 às 09:04

Foto: Reprodução
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, deverá prestar depoimento à Polícia Civil para esclarecer os motivos de ter entrado com o celular na cabine de votação, durante seu registro do voto, no primeiro turno. O uso de dispositivos móveis ao votar é proibido pela legislação eleitoral e configura crime de violação de sigilo do voto.
Os mesários que receberam o presidenciável do Novo na seção eleitoral, na cidade de Araxá, no Alto Paranaíba, e cidade natal dele, também devem prestar depoimento à Polícia. As determinações foram dadas pelo juiz da 17ª Zona Eleitoral de Araxá, Dimas Ramon Esper.
Zema diz que não foi alertado por mesários sobre celular na cabine de votação
O magistrado entendeu que ainda faltam elementos para esclarecer exatamente o que ocorreu no local de votação. Por isso, determinou à Polícia Civil de Minas Gerais para ouvir Romeu Zema e os mesários da seção onde votou. As oitivas servem para apurar se o presidenciável do NOVO foi orientado a não entrar com o celular na cabine de votação, se houve registro da tela do aparelho e se a câmera do celular estava ativada.
O juiz determinou que as diligências sejam concluídas em até dez dias e justificou a urgência pela provável presença de Romeu Zema em Araxá durante o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
Quando votou no primeiro turno, no último dia 4, Zema entrou na cabine de votação com o celular, o que não é permitido pelo TSE. Ao sair da sessão, justificou que levou o celular para dentro da cabine de votação porque não foi alertado pelos mesários. Zema reforçou que, apesar de ter entrado com o aparelho na cabine, não tirou fotos.
Esse ato do ex-governador de Minas configura como investigação pelo crime de violação de sigilo do voto. Segundo a Justiça Eleitoral, o processo, que inicialmente tramitava como "Petição Criminal", passou a ser registrado como "Notícia Crime", classe utilizada para comunicações de fatos que podem configurar infração penal e que demandam apuração pelas autoridades competentes.
Quatro dias após o primeiro turno, o TRE de Minas Gerais enviou o processo para Araxá, por entender que o local dos fatos define a competência para análise do caso. O despacho assinado pelo desembargador federal Lincoln Rodrigues de Faria argumentou que Zema não ocupa mais o cargo de governador e, como não tem foro, o processo pode ficar a cargo da Justiça Eleitoral de Araxá, cidade natal dele e onde os fatos ocorreram.
A CBN questionou à Polícia Civil para saber se há data para as oitivas de Zema e dos mesários e aguarda retorno.
Fonte: CBN
Relacionadas
VÍDEO: Willer Tomaz rebate reportagem do Jornal Nacional sobre “sala secreta” em hangar e apresenta documentos
22/10/2026 às 18:02
Por Redação
Datafolha no DF, 2º turno: Celina Leão, 54%; Leandro Grass, 37%
22/10/2026 às 17:16
Por Redação
TSE dá 24 horas para Meta enviar relatório técnico sobre o canal 'Exército do Lula'
22/10/2026 às 16:27
Por Redação



