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Gilmar Mendes critica condução do TSE nas eleições e diz que silêncios não são neutros

Gilmar Mendes critica condução do TSE nas eleições e diz que silêncios não são neutros

Ministro do STF questionou a atuação da presidência do tribunal durante o processo eleitoral, comandada por Nunes Marques, e afirmou que a segurança das eleições não pode depender apenas de decisões colegiadas.

Por Redação

03/11/2026 às 09:52

Gilmar Mendes, ministro do STF

Foto: Victor Piemonte/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou a condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2026. Em publicação nas redes sociais, sem citar nomes, o magistrado afirmou que se espera de quem preside o órgão responsável por organizar as eleições uma postura de árbitro equidistante. O TSE foi comandado pelo ministro Nunes Marques, que teve André Mendonça como vice-presidente.

Gilmar afirmou que 'silêncios e hesitações não são neutros'. Segundo ele, a ausência de manifestações pode abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a adotar medidas que poderiam ter sido resolvidas na origem e servir de argumento para ataques à integridade e à confiabilidade do sistema eleitoral.

Apesar das críticas à condução da presidência do TSE, o ministro reconheceu que a atuação coletiva da Corte cumpriu seu papel. Ressaltou, porém, que a solidez do processo eleitoral não pode depender apenas da força do colegiado.

As declarações ocorrem em meio à crise interna no STF, que tem dividido os ministros. Em um julgamento recente, Gilmar chegou a chamar o colega André Mendonça de 'pichuleco eleitoral'. As críticas à condução do TSE também surgem após o segundo turno, marcado por uma decisão do ministro Cristiano Zanin que prorrogou o horário de votação. Nos bastidores, interlocutores do Supremo avaliam que houve demora de Nunes Marques para decidir sobre os pedidos das campanhas de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva para estender o horário de votação.

Fonte: CBN

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