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Em carta de teor golpista, Flávio Bolsonaro usa Brasão da República, com 'Estados Unidos do Brazil' escrito

Em carta de teor golpista, Flávio Bolsonaro usa Brasão da República, com 'Estados Unidos do Brazil' escrito

O brasão é oficialmente chamado de Armas Nacionais; Essa foi a primeira manifestação de Flávio Bolsonaro desde que fugiu do Brasil para os Estados Unidos, acompanhado de sua família; Essa foi a primeira manifestação de Flávio Bolsonaro desde que fugiu do

Por Redação

28/10/2026 às 17:25

Flávio usa Brasão da República, com 'Estados Unidos do Brazil' escrito, em carta em que se autoproclama presidente

Foto: RICARDO ARDUENGO/AFP; Reprodução

Em carta de teor golpista publicada nesta quarta-feira (28), o senador Flávio Bolsonaro utiliza o antigo brasão da República Federativa do Brasil, com a data da proclamação da República Velha, em 15 de novembro de1889. O brasão é oficialmente chamado de Armas Nacionais.

No entanto, diferente do antigo brasão, que carrega o escrito "República Federativa do Brasil", a adaptação utilizada por Flávio na carta traz "Estados Unidos do Brazil", com o nome do país escrito em inglês, com a letra "Z".

Essa foi a primeira manifestação de Flávio Bolsonaro desde que fugiu do Brasil para os Estados Unidos, acompanhado de sua família. O senador foi derrotado para o presidente Lula no segundo turno da eleição presidencial, no último domingo.

No texto, o candidato derrotado disse ser o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e volta a questionar o resultado das eleições. O senador mente ao dizer que eleição sofreu fraude.

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) já descartaram a possibilidade de anulação do segundo turno. O presidente do TSE, o ministro Nunes Marques, esclareceu que a prorrogação do horário de votação não comprometeu a apuração e manifestou confiança na integridade do processo eleitoral.

Na carta de teor golpista, de três páginas, o senador afirmou se dirigir ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", agradecendo ao presidente argentino Javier Milei e ao presidente americano Donald Trump.

Flávio Bolsonaro afirma ser o presidente eleito -- o que é falso -- e que "criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania", e pediu à comunidade internacional que "não normalize o que está acontecendo no Brasil".

"Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação. Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam."

O pai de Flávio Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está preso, condenado a uma pena de 27 anos e 3 meses por tentar dar um golpe de Estado no Brasil em 2022.

O senador afirmou que "não fugiu do Brasil", mas "saiu pelo Brasil", de um "regime de exceção" para poder ser o "líder que o seu povo merece".

"Pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime."

Fonte: CBN

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