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Flávio Bolsonaro anuncia que irá votar a favor do fim da escala 6x1, mas defende 'algo melhor'
Flávio Bolsonaro anuncia que irá votar a favor do fim da escala 6x1, mas defende 'algo melhor'
O candidato comentou que queria 'algo a mais', citando o que disse ser uma liberdade para o trabalhador montar sua escala, destacando casos de pessoas em home office e outras questões.
Por Redação
13/10/2026 às 10:47

Foto: EVARISTO SA/AFP
O senador e candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, anunciou nesta terça-feira (13) que irá votar a favor da proposta que acaba com a escala de trabalho 6 por 1. A declaração ocorreu após a visita a seu pai, Jair Bolsonaro.
Jair está em prisão domiciliar e Flávio teve autorização nessa segunda-feira (12) para visita ao pai. Ele foi condenado por tentativa de golpe de estado.
'Eu estou rodando o Brasil. A maioria dos trabalhadores querem o fim da 6x1. Vou votar a favor do fim da 6x1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre', comentou.
O candidato comentou que queria 'algo a mais', citando o que disse ser uma liberdade para o trabalhador montar sua escala, destacando casos de pessoas em home office e outras questões.
'Governo bancará compensação pelo fim da 6x1, empresariado está apurado'.
Flávio chegou ao condomínio Solar de Brasília com escolta policial e preferiu não abrir os vidros do carro para falar com a imprensa.
Flávio foi visitar Jair Bolsonaro após três meses impedido de fazer visitas ao pai. Ontem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a retomada dos encontros entre os dois. A decisão atendeu a um pedido da defesa de Jair Bolsonaro, apresentado no último dia 5 de outubro, e ocorre após o fim do período de 90 dias de suspensão imposto em julho.
O prazo de 90 dias terminou no domingo. A proibição de visitas havia sido aplicada após Flávio Bolsonaro utilizar um encontro com o pai para pegar uma carta do ex-presidente e divulgá-la nas redes sociais, descumprindo medidas cautelares impostas contra Jair Bolsonaro, que está preso em regime domiciliar no processo relacionado à condenação por tentativa de golpe.
A carta divulgada por Flávio em julho continha uma manifestação de Jair Bolsonaro em apoio à candidatura do filho.
Apesar de liberar novamente as visitas, que devem seguir os mesmos horários e regras estabelecidos antes da suspensão, Alexandre de Moraes manteve a proibição de finalidade político-eleitoral nos encontros e da divulgação de quaisquer manifestos ou declarações do ex-presidente, inclusive por terceiros.
Congresso Nacional
Carlos Moura/Agência Senado
A base do governo Lula tenta acelerar a tramitação da PEC que acaba com a escala 6x1 no Senado e prepara um requerimento para permitir a votação em dois turnos no mesmo dia, sem cumprir os prazos regimentais entre as votações. O objetivo é concluir a análise da proposta antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para quarta-feira o primeiro turno de votação. Antes disso, terça e quarta-feira serão realizadas as duas últimas sessões de discussão previstas para essa etapa. A quebra desse intervalo depende da aprovação de um requerimento pelo plenário.
Alcolumbre já sinalizou que caso o requerimento seja entregue, ele vai pautar para deliberação.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, reúne assinaturas para apresentar o requerimento de calendário especial, que permite dispensar o intervalo entre os turnos. À CBN, a senadora afirmou que a expectativa é de aprovação do texto no primeiro turno.
Para uma PEC ser aprovada, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno, dos 81 senadores. Pelo rito normal, depois do primeiro turno, são exigidos cinco dias úteis e mais três sessões de discussão antes da segunda votação
Por outro lado, a oposição se organiza para tentar adiar a votação em segundo turno. Em entrevista à GloboNews, a líder do PP no Senado, Tereza Cristina, defendeu mais tempo para avaliar os impactos econômicos da proposta e apresentar emendas, entre elas a retirada da escala de trabalho do texto.
A senadora, no entanto, afirmou que, se a proposta for levada a voto, os parlamentares não devem votar contra uma medida que tem apoio popular. O PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, deve liberar a bancada no primeiro turno, segundo integrantes da oposição. Flávio ainda não indicou como votará e defende uma jornada mais flexível, com possibilidade de negociação entre trabalhadores e empregadores.
Por outro lado, aliados defendem que o presidenciável vote a favor da proposta temendo rejeição nas urnas. A oposição discute ainda apresentar emendas para ampliar o prazo de adaptação das empresas e criar exceções para determinadas categorias. O tema também é explorado por Lula na campanha à reeleição.
Além da PEC do fim da escala 6x1, o Senado tem outro tema prioritário para o governo nesta quarta-feira: a PEC da Segurança Pública, cuja votação está prevista na Comissão de Constituição e Justiça. A proposta sobre a jornada de trabalho já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pela CCJ do Senado.
Se o requerimento de calendário especial for aprovado, os senadores poderão votar nos dois turnos no mesmo dia, abrindo caminho para a conclusão da tramitação no Senado também antes do segundo turno das eleições.
Carteira de trabalho
Marcos Santos/USP Imagens
Fonte: CBN
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