
O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, entregou sua carta de demissão ao Palácio do Planalto nesta sexta-feira (4). Embora seu mandato estivesse previsto até 6 de agosto, sem apoio no Congresso, e sob intenso processo de fritura, ele antecipou a saída. A expectativa é que Santos se reúna com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima quarta-feira, após o retorno de Lula a Brasília, para formalizar sua despedida.
Segundo aliados, Santos justificou a decisão com motivos de saúde, mas a saída ocorre em meio a pressões internas do governo para que ele adotasse medidas drásticas de reestruturação nos Correios para estancar os sucessivos resultados negativos da estatal. A Casa Civil vinha cobrando cortes significativos, incluindo o fechamento de agências, como forma de lidar com o grave déficit da estatal, que registrou um prejuízo de R$ 1,7 bilhão apenas no primeiro trimestre deste ano. O resultado negativo acendeu um alerta dentro do governo, que teme a necessidade de injeção de recursos da União para manter a operação da empresa.
Internamente, a antecipação da saída de Fabiano também é vista como uma forma de reduzir tensões políticas. Havia insatisfação de setores do governo e interferência de partidos aliados sobre a condução da estatal. O agora ex-presidente dos Correios vinha resistindo a algumas das mudanças propostas, o que gerou desconforto entre membros da articulação política do Planalto.
Com a demissão, o governo deve anunciar nos próximos dias o nome do novo presidente da empresa, que herdará o desafio de reestruturar os Correios em meio a uma grave crise financeira e sob pressão por cortes e modernização. A gestão futura terá de equilibrar a necessidade de austeridade com a garantia da prestação de um serviço público essencial à população. O nome deve ser indicado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Informações do Diário do Poder / Foto: Divulgação
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