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Eduardo Bolsonaro e Ramagem postam foto junto com Flávio Bolsonaro após chegada nos EUA

Eduardo Bolsonaro e Ramagem postam foto junto com Flávio Bolsonaro após chegada nos EUA

Assim que pisou nos Estados Unidos, depois de dois dias de fuga, o candidato derrotado nas urnas divulgou um documento em que se autoproclamava o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Por Redação

29/10/2026 às 06:20

Atualizado em 29/10/2026 às 08:55

Flávio Bolsonaro em fotos publicadas nas redes sociais com Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Horas após chegar em Miami, nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) se encontrou com alguns aliados próximos, sendo que alguns deles postaram fotos em redes sociais, entre eles o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.

Ambos estão nos Estados Unidos com mandato de prisão na Justiça brasileira expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Ramagem chegou a ser preso, mas foi solto posteriormente. O caso ainda é julgado.

Veja os posts:

Onze partidos políticos e o TSE defenderam o resultado da eleição presidencial após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta golpista contestando a vitória de Lula. Assim que pisou nos Estados Unidos, depois de dois dias de fuga, o candidato derrotado nas urnas divulgou um documento em que se autoproclamava o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Depois, o senador apagou o post e se autodenominou “líder do Brasil” e divulgou uma série de distorções sobre uma suposta fraude na eleição.

Como reação, os partidos União Brasil, PSD, MDB, PSDB e sete legendas de esquerda reafirmaram o respeito às urnas.

O União Brasil, que apoiou Flávio Bolsonaro na eleição presidencial, afirmou que a votação de domingo ocorreu com lisura e que a democracia é um valor inegociável. A legenda também destacou que as instituições devem estar acima das pessoas.

O MDB reafirmou total confiança no sistema eleitoral brasileiro e reconheceu a legitimidade da vitória de Lula.

Sete partidos de esquerda e centro-esquerda divulgaram uma nota conjunta em defesa do resultado da eleição presidencial.

PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT afirmaram que o Brasil não aceita interferência estrangeira no processo democrático.

As legendas também destacaram que observadores internacionais reconheceram a legalidade da votação.

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que não há provas de que houve fraude nas eleições, mas tentou justificar a iniciativa.

Aliado de Flávio, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que o senador precisa respeitar o resultado das eleições.

Apontado como o possível líder da direita no lugar de Flávio, Tarcísio disse que compreende a indignação de ex-candidato, mas ressaltou que a disputa já terminou.

Em entrevista concedida ao jornal O Estado de São Paulo antes da divulgação da carta, o governador disse que aconselhou Flávio ao não deixar o país e a não contestar o resultado.

Dados da alfândega americana mostram que Flávio Bolsonaro e a família entraram nos Estados Unidos com uma autorização temporária, geralmente concedida por razões humanitárias.

O documento permite que o senador permaneça no país por até um ano.

A carta golpista

Flávio Bolsonaro chegando nos Estados Unidos.

RICARDO ARDUENGO/AFP

No final da tarde, o candidato derrotado por Lula no segundo turno publicou uma carta golpista em que se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.

Na primeira versão, Flávio usou o brasão antigo dos Estados Unidos do Brazil, com Z, da Velha República.

Depois, numa segunda versão, o senador se referiu a si mesmo como "líder do Brasil" e corrigiu o brasão para República Federativa do Brasil, o nome atualizado do país.

O governador não acreditava, mas aconteceu. Flávio Bolsonaro inicia a carta golpista sugerindo que teve ajuda do presidente argentino, Javier Milei, e de Donald Trump, para fugir.

Na carta, Flávio alega que houve uma fraude eleitoral no Brasil no segundo turno, sem apresentar qualquer prova.

Ele citou o que chamou de atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado de Lula, se referindo à decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou o horário da votação em duas horas.

Flávio não cita que, no domingo, o partido dele, o PL, também pediu a ampliação do horário de votação.

Após a divulgação da carta, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade e respeitaram a Constituição.

Na nota, o ministro defendeu a vontade soberana dos eleitores e garantiu que eventuais questionamentos apresentados pelos meios legais serão analisados.

Segundo o TSE, apenas 34 mil votos foram registrados depois das cinco da tarde. Lula venceu a eleição por uma diferença de quatro milhões e quatrocentos mil votos.

No mesmo dia da apuração, Kassio Nunes Marques, que foi indicado por Jair Bolsonaro, afirmou que a prorrogação do horário não comprometeu o resultado da eleição.

Sem citar Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro diz na carta que sete minutos após o que chamou de repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, mandou sequestrar seus passaportes.

No domingo, a Polícia Federal pediu para apreender os passaportes de Flávio sete minutos após o resultado matemático da eleição. E a decisão de Moraes veio horas depois.

Flávio Bolsonaro também afirma que não fugiu do Brasil e que deixou o país por perseguição política.

O senador, porém, fugiu do país para não cumprir uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega dos passaportes dele e proibiu viagens internacionais.

A medida foi solicitada pela Polícia Federal, em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e plataformas de apostas.

Segundo o Ministério da Fazenda, o advogado amigo de Flávio foi o apostador com o maior volume de depósitos em plataformas de apostas no ano passado e movimentou 5 bilhões de reais.

Ainda na carta de teor golpista, Flávio Bolsonaro afirma que vive sob perseguição e que a oposição não tem liberdade no Brasil.

O documento, porém, não menciona as investigações criminais envolvendo o senador; nem a participação dele em debates e sabatinas; e nem as vitórias eleitorais do próprio PL, que conquistou as maiores bancadas no Congresso.

Flávio Flávio usa Brasão da República, com 'Estados Unidos do Brazil' escrito, em carta em que se autoproclama presidente

RICARDO ARDUENGO/AFP; Reprodução

Fonte: CBN

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