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Douglas Ruas anuncia primeiros nomes do secretariado do governo do Rio para 2027
Douglas Ruas anuncia primeiros nomes do secretariado do governo do Rio para 2027
Governador eleito confirma três integrantes da equipe de transição para comandar pastas do novo governo. Em entrevista ao CBN Rio, a socióloga Maria Gabriela Bessa, anunciada como secretária da Casa Civil e Governança, falou sobre expectativas e projeções
Por Redação
03/11/2026 às 10:48

Foto: Reprodução/Governo do Rio de Janeiro
O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), anunciou nesta terça-feira (3) os três primeiros nomes que devem integrar o secretariado a partir de 6 de janeiro do ano que vem, quando começa a nova gestão.
A socióloga Maria Gabriela Bessa, que já coordena o gabinete de transição, vai assumir a Casa Civil e Governança. A vice-governadora Fernanda Lobo ficará à frente da Secretaria de Políticas Inclusivas e da Mulher. Já Anderson Montese será o novo secretário de Planejamento, Gestão e Inovação.
Em entrevista exclusiva à CBN, Maria Gabriela Bessa afirmou que a secretaria terá função de coordenação das demais pastas, com planejamento e acompanhamento de metas. Transição já discute impactos do El Niño, segurança pública e projetos com o BNDES. Maria Gabriela Bessa também deu alguns detalhes sobre como será o modelo da Casa Civil. Ouça na íntegra:
Reestruturação administrativa e redução de pastas
O anúncio foi feito durante um evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A expectativa era de que Douglas Ruas apresentasse um número maior de integrantes do primeiro escalão, mas apenas três nomes foram oficializados, o que surpreendeu jornalistas que acompanhavam a coletiva.
Durante o evento, o governador eleito também anunciou mudanças na estrutura administrativa do estado. Ele afirmou que pretende extinguir as secretarias de Polícia Civil e de Polícia Militar e concentrar o comando das duas corporações em uma única Secretaria de Segurança Pública.
Ruas, no entanto, não informou quantas secretarias pretende manter na próxima gestão. Disse apenas que fará uma redução considerável no número de pastas. Nos bastidores, a previsão é de que o governo tenha entre 20 e 23 secretarias, cerca de dez a menos do que a estrutura deixada pela administração de Cláudio Castro.
Na área econômica, Douglas Ruas anunciou que pretende estabelecer um teto de gastos para o estado. Segundo ele, a expectativa é de que a proposta seja votada e aprovada ainda neste ano.
"O objetivo do limite do teto de gastos é que nós possamos limitar o crescimento da despesa, respeitando o crescimento da receita. O estado do Rio de Janeiro, nos últimos cinco anos, a gente voltar em 2023, no último orçamento equilibrado que nós tivemos, quando as despesas cabiam dentro da receita".
Ao longo do anúncio, Douglas Ruas repetiu que pretende executar o plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral durante a campanha, chamado de Rio Real. O governador eleito afirmou que a população fluminense escolheu esse projeto e que sua gestão terá o compromisso de colocá-lo em prática nos próximos quatro anos.
Defesa do resultado eleitoral e postura na coletiva
Questionado pela CBN sobre os questionamentos do adversário em relação ao resultado da eleição e o pedido apresentado ao Supremo Tribunal Federal para a realização de um segundo turno, Ruas classificou a contestação como inaceitável.
"De eventuais questionamentos ao resultado proclamado pela Justiça Eleitoral do Brasil, a gente tende a lamentar movimentos que tentam insurgir a população contra a Suprema Corte do nosso país, querendo mudar o resultado já proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Realmente, é um afronta à Justiça Eleitoral, é dessa maneira que nós vimos, mas nós temos muita confiança no sistema eleitoral do Brasil e temos a pura convicção de que essa questão está superada. As eleições de 2026 já se encerraram em todo o território nacional".
O governador eleito também evitou responder a perguntas sobre a postura do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, que deixou o país e se declarou presidente em uma carta dirigida à população.
Enquanto Douglas Ruas não assume o Palácio Guanabara, uma equipe de transição trabalha com os quadros técnicos da administração de Ricardo Couto para organizar o início do novo governo, em janeiro.
Segundo apurou a CBN, entre as prioridades discutidas estão os possíveis impactos do El Niño, com previsão de chuvas intensas no estado a partir deste verão, e a elaboração de novos formatos de investimento por meio de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Fonte: CBN
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