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Deputado eleito preso pela PF, Márcio Canella teve candidatura ao Senado apoiada por Flávio Bolsonaro; veja vídeo
Deputado eleito preso pela PF, Márcio Canella teve candidatura ao Senado apoiada por Flávio Bolsonaro; veja vídeo
Apesar de Canella ser do União Brasil e Flávio do PL, ambos faziam parte de um mesmo grupo político no Rio de Janeiro.
Por Redação
15/10/2026 às 10:32

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Preso nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal, o deputado estadual eleito no Rio de Janeiro Márcio Canella era anteriormente candidato ao Senado. Sua candidatura, no entanto, foi alterada para disputar a uma vaga na Alerj após uma prisão por porte ilegal de um fuzil em julho.
Quando anunciou a pré-candidatura ao Senado, ele recebeu apoio público do, ainda no período, pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro. Apesar de Canella ser do União Brasil e Flávio do PL, ambos faziam parte de um mesmo grupo político no Rio de Janeiro.
A suplente de Canella, aliás, era a mãe de Flávio Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, como informa o apresentador do CBN Rio, Leandro Resende.
Márcio Canella ao lado de Flávio Bolsonaro, o governador eleito Douglas Ruas e o ex-governador Cláudio Castro.
Divulgação/PL
O PL, aliás, chegou a divulgar uma foto com os dois juntos, ao lado do candidato - e posteriormente eleito governador - Douglas Ruas e o ex-governador Cláudio Castro, que também disputaria o Senado, mas acabou desistindo por investigações.
Em um vídeo divulgado pelo perfil oficial do próprio Instagram dele, Flávio afirma apoio 'integral e 100%' a Canella ao Senado. Márcio, na época, era prefeito de Belford Roxo.
Veja o vídeo:
Em outro vídeo, os dois juntos defendem propostas no governo federal.
Canella foi eleito com 197.178 votos no início do mês, sendo o segundo deputado mais votado do estado.
Nesta quinta (15), ele foi um dos presos na nova fase da Operação Unha e Carne. Também foi preso o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.
Essa é a oitava fase da Operação Unha e Carne, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro. O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.
Na ação de hoje, policiais federais cumprem seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
A Corregedoria da Polícia Civil acompanha o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.
A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar recursos de origem criminosa.
De acordo com as investigações, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à Polícia Federal.
Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros crimes que poderão surgir no decorrer das investigações.
A ação de hoje se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635. A operação foi tema da reunião realizada no último dia 6 de outubro entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes, no STF.
Márcio Canella e Marcus Amin são presos em operação da PF no RJ.
Reprodução
Fonte: CBN
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