Gasolina e diesel ficam mais caros na Bahia após novo reajuste da Acelen
Aumento entrou em vigor nesta quinta-feira (17) e atingiu gasolina e diesel comercializados pela Refinaria de Mataripe; Sindicombustíveis alerta que reajuste pode chegar ao consumidor nos postos baianos.
Por Redação
18/09/2026 às 09:33

Foto: Reprodução | Freepik
Os preços da gasolina e do diesel voltaram a subir na Bahia após um novo reajuste promovido pela Acelen, responsável pela operação da Refinaria de Mataripe. Os novos valores passaram a valer nesta quinta-feira (17) e atingem os combustíveis comercializados às distribuidoras.
De acordo com informações divulgadas pelo Sindicombustíveis Bahia, o diesel S-10 teve aumento de R$ 0,7046 por litro no produto misturado, enquanto o diesel S-500 registrou alta de R$ 0,8746 por litro. No caso da gasolina A, o reajuste informado foi de R$ 0,1025 por litro.
Os aumentos praticados na origem não significam necessariamente que os preços nas bombas subirão exatamente nos mesmos valores. O preço final pago pelo consumidor depende de outros componentes da cadeia, como distribuição, tributos, mistura de biocombustíveis e custos dos postos.
Diesel tem aumento de até R$ 0,87 por litro
O reajuste foi mais expressivo no diesel. Segundo os dados divulgados pelo sindicato, o S-10 subiu pouco mais de R$ 0,70 por litro, enquanto o aumento do S-500 se aproximou de R$ 0,88 por litro.
A gasolina A teve elevação menor, de aproximadamente R$ 0,10 por litro.
A Acelen afirmou que sua política de preços considera critérios de mercado, incluindo o custo do petróleo adquirido a preços internacionais, câmbio e frete. Essas variáveis podem provocar alterações nos valores comercializados pela refinaria.
O impacto efetivo para os motoristas dependerá do repasse realizado ao longo da cadeia de comercialização.
Sindicombustíveis alerta para impacto nos postos
Em nota, o Sindicombustíveis Bahia destacou que os postos representam apenas a etapa final da cadeia de comercialização.
A entidade afirma que os revendedores compram os combustíveis das distribuidoras e precisam administrar custos como estoque, capital de giro e despesas operacionais. Por isso, segundo o sindicato, aumentos realizados nas etapas anteriores não devem ser atribuídos diretamente aos postos.
O sindicato também manifestou preocupação com a diferença de preços entre a Bahia e estados vizinhos abastecidos por refinarias da Petrobras.
Na avaliação da entidade, diferenças nas políticas comerciais adotadas pelas refinarias podem afetar a competitividade do mercado baiano e gerar reflexos para empresas e consumidores.
Aumento ocorre após nova subvenção para o diesel
O reajuste ocorre em um momento em que o governo federal regulamentou uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel, criada para reduzir os efeitos da valorização internacional do combustível.
A medida foi regulamentada pela Portaria do Ministério da Fazenda nº 2.813/2026, nos termos da Medida Provisória nº 1.391/2026.
Segundo o Sindicombustíveis Bahia, até a divulgação do reajuste não havia informação sobre eventual adesão da Acelen à nova medida.
A entidade chama atenção para esse ponto porque refinarias que adotem mecanismos diferentes de formação de preços ou estejam sujeitas às medidas federais podem apresentar custos distintos na venda dos combustíveis às distribuidoras.
Reajuste pode chegar às bombas
O aumento praticado pela Acelen ocorre na venda dos combustíveis que abastecem parte relevante do mercado baiano. Isso significa que os valores cobrados nos postos podem sofrer alterações à medida que os estoques sejam renovados.
O tamanho do eventual repasse ao consumidor, entretanto, pode variar de um estabelecimento para outro.
Além do valor praticado pela refinaria, o preço final envolve distribuidoras, impostos, custos logísticos, margens comerciais e a composição final dos combustíveis.
A própria Acelen mantém uma página pública com os preços praticados para as distribuidoras e informa que sua política acompanha variáveis do mercado de petróleo, câmbio e logística.
Com o novo reajuste, consumidores baianos devem acompanhar os preços nos próximos dias para verificar como a alta praticada na origem será refletida nas bombas.
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