Bruno ironiza baixas na base de Jerônimo e sugere novas migrações
Por Redação
26/11/2025 às 09:00

Foto: Divulgação/Arquivo
O prefeito Bruno Reis (União Brasil) comentou ontem (25) o movimento de parlamentares que deixaram a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para aderir ao grupo político de ACM Neto (União Brasil) visando as eleições de 2026. “Eu soube que o governo perdeu aí o último final de semana, ao invés de estar trabalhando, estava contendo as insatisfações, estão preocupados”, ironizou.
Embora tenha reconhecido o impacto das recentes movimentações, Bruno disse considerar cedo para projeções mais firmes sobre novas migrações. “Vamos trabalhar caladinho, sem muito alarde, que ainda tem muita água para passar debaixo dessa ponte, e muita coisa pode acontecer até 2026. Ninguém pode ainda, com convicção, dizer qual será o cenário”, declarou.
Ele ainda avaliou que o ambiente político pode sofrer novas mudanças diante das expectativas dos gestores municipais. “A Bahia é terra de muro baixo, e os prefeitos conversam, quando se coloca o que tem de promessa e expectativa, a conta não fecha, nem o orçamento da União consegue honrar tanto compromisso. Então é provável, uma tendência, que os acordos e promessas não sejam cumpridos, e com as expectativas se tornando frustração, muitos acabem tomando outras decisões políticas”, disse.
Nos últimos dias, a administração estadual enfrentou a saída de nomes importantes, como o vice-líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Cafu Barreto, e o deputado Nelson Leal (PP), que migrou para o grupo de ACM Neto e assumiu a coordenação da campanha do ex-prefeito para 2026.
Durante a coletiva, realizada na inauguração de duas escolas no bairro de Alto das Pombas, Bruno também avaliou a influência da eleição presidencial sobre o cenário político baiano. Ele reconheceu que o pleito nacional costuma repercutir no estado, mas ponderou até que ponto esse efeito se manterá. “Vai ser sempre a eleição nacional que vai decidir a eleição na Bahia? Será que uma hora o povo não vai acordar?”, questionou.
O prefeito afirmou acreditar que, em 2026, o desejo por mudança deve pesar mais do que o resultado da eleição nacional. “Com todo o respeito ao presidente, mas ele vai cuidar do Brasil, quem vai cuidar da Bahia é o governador, e as pessoas estão aprendendo isso, e aí já são 20 anos, onde em 15 a Bahia esteve alinhada com o Brasil, no governo do PT. 20 anos onde os principais problemas da Bahia só fizeram piorar”, disse.
Ele citou áreas que, segundo ele, refletem essa piora. “É o estado mais violento do Brasil, pior educação, saiu de última para penúltima porque aprovou automaticamente os alunos, se não ficaria em último. Tem a ‘fila da morte’, com o estado sendo o que as pessoas mais morrem nas filas de regulação, é o estado que tem mais pessoas abaixo da linha da pobreza e é o estado com maior número de desempregados. Só fez piorar tudo isso. E ainda querem mais 4 anos disso?”, completou.
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