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Antes de debate no Senado, ministro se reúne com Alcolumbre para discutir PEC do fim da escala 6x1

Antes de debate no Senado, ministro se reúne com Alcolumbre para discutir PEC do fim da escala 6x1

José Guimarães defende a aceleração da tramitação da proposta, enquanto o presidente do Senado enfrenta pressão da oposição para adiar a votação.

Por Redação

06/10/2026 às 12:15

José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais

Foto: Gil Ferreira/SRI-PR

Antes do Senado começar a debater a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, o ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, se reuniu nesta terça-feira (6) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em busca de apoio para a proposta.

O governo tem pressa para aprovar o texto antes do segundo turno. Guimarães foi defender a necessidade de encurtar o calendário de tramitação, mas Alcolumbre, por outro lado, recebe pressões da oposição para segurar a votação.

Em meio ao resultado da eleição, que apontou vitória de partidos da direita, especialmente do PL, a aprovação da medida é incerta. A oposição, fortalecida após as eleições, tem propostas alternativas, como uma que estabelece a negociação por horas trabalhadas entre o patrão e os empregados.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve, no entanto, o calendário de sessões para discutir a PEC. Serão três sessões nesta semana, hoje, na quarta e na quinta-feira. As sessões, no entanto, são semipresenciais, e correm o risco de esvaziamento.

Antes da sessão, governo e oposição se articulam a favor e contra a medida. A base aliada traça como estratégia no momento garantir a realização das sessões de debate. A matéria foi aprovada em setembro na Comissão de Constituição e Justiça e precisa passar por cinco sessões de debates no plenário antes de ser votada em primeiro turno. A ideia é garantir a realização dessas sessões para depois pressionar pela votação do texto.

Haveria a possibilidade ainda da aprovação de um calendário especial, para reduzir o número mínimo de sessões, mas a base do governo vê essa possibilidade como remota.

Já a oposição entende que não há clima para a votação no momento, que o debate até pode ser realizado, mas que a votação não tem condições de ser feita antes do segundo turno.Para a PEC ser aprovada, são necessários pelo menos 49 votos em dois turnos de votação.

A PEC foi relatada na CCJ pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que segue envolvido nas eleições, já que vai para o segundo turno na disputa pelo governo do estado. A matéria estabelece dois dias de repouso, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. O texto da Câmara dos Deputados recebeu 36 emendas na CCJ, mas todas foram rejeitadas pela comissão, numa tentativa de acelerar a tramitação e evitar que qualquer alteração obrigue a PEC a voltar para votação na Câmara dos Deputados.

Fonte: CBN

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