A Justiça Federal da Bahia negou o pedido da Associação de Defesa dos Direitos dos Consumidores da Bahia (Aceba) para suspender imediatamente o sistema Kiss & Fly no Aeroporto de Salvador. A cobrança, que já está em operação desde abril, prevê tarifa de R$ 18 para motoristas que ultrapassarem 10 minutos na área de embarque e desembarque.
Apesar de manter o funcionamento do sistema, a decisão citou alertas feitos pela Anac. A agência apontou risco de subdimensionamento da estrutura, possível insuficiência do prazo de 10 minutos em horários de grande movimento e necessidade de garantir opções de pagamento em dinheiro.
Segundo a Anac, caso os problemas se confirmem, o aeroporto pode enfrentar gargalos, queda na qualidade do serviço e, em cenários extremos, impacto até na oferta de voos. A agência recomendou monitoramento constante da operação.
O modelo é alvo de críticas de políticos, entidades civis e consumidores. Na Câmara de Salvador, tramita um projeto que busca proibir cobranças em áreas de embarque e desembarque de terminais aéreos e rodoviários da capital. Também há questionamentos no MPF e investigação no MP-BA sobre possíveis irregularidades.
A concessionária do aeroporto afirma que o sistema tem o objetivo de organizar o fluxo de veículos e evitar paradas prolongadas no terminal. No site oficial, o aeroporto informa que a área é destinada apenas ao embarque e desembarque rápido, com permanência gratuita de até 10 minutos.