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Vitória de Flávio Bolsonaro 'completaria mapa da América Latina de Trump', diz NYT

Vitória de Flávio Bolsonaro 'completaria mapa da América Latina de Trump', diz NYT

A reportagem destaca as vitórias de sete candidatos para a direita nos últimos 18 meses pela região. E que a vitória bolsonarista seria a peça final da nova Doutrina Monroe de Trump.

Por Redação

06/10/2026 às 09:08

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Foto: Divulgação/Casa Branca

O governo Trump não fez nenhum apoio direto a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial nas eleições brasileiras. Porém, a vitória do senador do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, selaria o 'mapa da América Latina' proposto pela doutrina de controle da região do governo americano.

A afirmação é jornal New York Times em uma reportagem destacando as vitórias de sete candidatos para a direita nos últimos 18 meses pela região. E que a vitória bolsonarista seria a peça final da nova Doutrina Monroe de Trump.

'Se trata da versão mais agressiva do presidente Trump da Doutrina Monroe , a reivindicação de 1823 da primazia dos EUA na América Latina. E a combinação da política de Trump com a ascensão da direita está criando uma mudança fundamental na região, particularmente no que diz respeito à segurança', diz o texto.

A publicação destaca que o governo Trump colocou a América Latina como prioridade máxima, especialmente com enfoque na guerra contra os cartéis. Até agora, 21 grupos da região, entre eles o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, foram classificados como organizações terroristas pelos EUA.

Parte dessa colaboração com os países a direita está no Escudo das Américas, grupo criado pelo governo americano com governos aliados na região para disputas políticas e luta contra os cartéis.

Flávio Bolsonaro já afirmou que, se eleito, colocaria o Brasil no grupo.

'Não é a primeira vez que os Estados Unidos e a América Latina tentam combater os cartéis de drogas em conjunto. Mas o grau de alinhamento ideológico em toda a região, bem como a disposição do governo Trump em intervir militarmente, tornaram este um momento excepcional', segue o texto.

A reportagem relembra tentativas de interferência de Trump na justiça brasileira, como na tentativa de impedir a prisão de Jair Bolsonaro e na aplicação de sanções contra ministros do STF e de tarifas de 50% contra o Brasil.

Por conta disso, Lula, apesar de encontros amistosos com Trump, afirmou que havia uma ameaça à soberania nacional, algo que Flávio rejeita.

O NYT ainda relembra a proximidade de Bolsonaro com as políticas de Nayib Bukele, o presidente de El Salvador, na qual 'táticas autoritárias reduziram drasticamente os índices de criminalidade, embora também tenham gerado denúncias de violações de direitos humanos'.

'Bolsonaro, que disse ter estudado a abordagem do Sr. Bukele, propôs a construção de cinco prisões semelhantes e também defendeu a redução da idade de responsabilidade penal para 16 anos e a castração química de estupradores e abusadores de crianças', diz o texto.

Donald Trump Jr., filho de Trump.

Divulgação

O filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a América Latina passou a ser mais pró direita e a esquerda passou a perder eleições desde que o governo republicano extinguiu a Usaid, agência americana de ajuda internacional.

Em publicação nas redes sociais horas após o fim do primeiro turno, Donald Trump Jr. escreveu que desde o desmantelamento da Usaid, 'a esquerda não ganhou uma única eleição presidencial na América Latina.

'Eles chamavam isso de ajuda, mas era interferência eleitoral. Obrigado, Elon Musk, por trazer isso à luz. O golpe acabou', escreveu.

Sem apresentar evidências, Trump Jr. disse que bilhões de dólares eram destinados para ajudar ONGS que, segundo ele, 'convenientemente sempre apoiavam o mesmo lado'. Ele também complementou que a agência realizava 'interferência eleitoral'.

Musk, aliás, também comentou em um post que falou sobre as eleições brasileiros destacando o mesmo tema. Segundo o empresário e dono da rede social X, a 'Usaid se envolveu em interferência eleitoral e mudança de regime em todo o mundo, causando imensos conflitos'.

O governo Trump alega que as organizações e governos beneficiados eram sempre de esquerda e relacionadas a ex-integrantes democratas do governo. A Usaid foi fundada em 1961 pelo presidente John F. Kennedy para promover ajuda internacional americana.

Trump Jr. mantém proximidade com a família Bolsonaro, especialmente com Eduardo Bolsonaro, na qual já chamou de 'amigo'.

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com Flávio Bolsonaro na Casa Branca

Divulgação/ Truth Social

Fonte: CBN

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