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STF retoma hoje julgamento sobre responsabilidade das redes sociais por conteúdos postados pelos usuários
STF retoma hoje julgamento sobre responsabilidade das redes sociais por conteúdos postados pelos usuários
Por Redação
04/12/2024 às 08:30

O Supremo Tribunal Federal (STF) continua nesta quarta-feira (4) o julgamento de processos que discutem a responsabilidade das empresas que operam redes sociais em relação a conteúdos ilegais publicados por seus usuários.
A análise teve início na semana passada, mas ainda não houve definição do placar. Até o momento, apenas o ministro Dias Toffoli, relator de um dos casos, começou a apresentar seu voto, que deve ser concluído na sessão de hoje. Os demais dez ministros ainda precisam se manifestar.
O julgamento aborda a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), que regula os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. O artigo determina que plataformas só podem ser responsabilizadas por publicações ilegais de usuários se, após determinação judicial, não removerem o conteúdo.
Na etapa inicial do julgamento, representantes das redes sociais defenderam a manutenção da regra atual, afirmando que já retiram conteúdos ilegais de forma extrajudicial. Alegaram ainda que uma fiscalização prévia configuraria censura e violaria a liberdade de expressão.
No entanto, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli indicaram posições favoráveis à criação de parâmetros mais rígidos, que possam obrigar as plataformas a removerem conteúdos ilícitos com maior agilidade. Moraes citou os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 como exemplo da “falência” do modelo de autorregulação. Toffoli criticou o Marco Civil, afirmando que a norma confere “imunidade” às plataformas digitais.
Entenda os processos
O STF julga quatro ações que tratam da interpretação do artigo 19 do Marco Civil da Internet:
Recurso do Facebook: Relatado por Dias Toffoli, o processo questiona a validade da exigência de ordem judicial prévia para responsabilizar provedores por atos ilícitos. O caso envolve a condenação da plataforma por danos morais em razão da criação de um perfil falso.
Recurso do Google: Sob a relatoria de Luiz Fux, o processo discute se empresas que hospedam sites na internet devem monitorar e remover conteúdos ofensivos sem intervenção judicial.
Bloqueio do WhatsApp: Relatado por Edson Fachin, a ação analisa a legalidade de bloqueios ao aplicativo de mensagens determinados por decisões judiciais. O caso foi apresentado por partidos políticos.
Suspensão de aplicativos: A última ação avalia a possibilidade de suspender aplicativos que não cumprirem decisões judiciais relacionadas à quebra de sigilo em investigações criminais.
O julgamento pode trazer mudanças significativas para o modelo de funcionamento das redes sociais no Brasil.
Informações da Gazeta Brasil / Foto: Rosinei Coutinho/STF
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