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Jorge Solla estima 'Jerônimo em céu de brigadeiro' para se reeleger, mas prevê redução da bancada federal do PT na Bahia
Jorge Solla estima 'Jerônimo em céu de brigadeiro' para se reeleger, mas prevê redução da bancada federal do PT na Bahia
Por Redação
27/07/2026 às 07:00

Foto: Evilásio Júnior
O deputado federal Jorge Solla (PT) projetou que o Partido dos Trabalhadores deverá reduzir novamente sua bancada na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. Enquanto a sigla conquistou 10 cadeiras no Congresso em 2010, na reeleição do atual senador Jaques Wagner, caiu gradativamente para nove, em 2014, na eleição de Rui Costa, oito, em 2018, e sete com a chegada de Jerônimo Rodrigues ao Palácio de Ondina.
Em entrevista à CBN Salvador, o parlamentar disse estar preocupado com a diminuição do número de candidatos da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e avaliou que o partido pode eleger apenas cinco ou seis deputados federais na Bahia em outubro.
Embora seja composto por três legendas, o grupo terá apenas 48 candidatos à Assembleia Legislativa e 32 à Câmara dos Deputados, número abaixo do máximo permitido, de 64 e 40, respectivamente.
Ele negou que a redução tenha ocorrido pelo favorecimento aos nomes do ex-assessor de Wagner, Lucas Reis, que aspira chegar a Brasília, e Rowenna Brito, ex-secretária estadual de Educação, que pretende chegar à Alba. Para Solla, o fenômeno ocorreu por uma combinação de fatores, entre eles a saída de quadros importantes do PT, impedimentos legais e as dificuldades financeiras enfrentadas por candidaturas sem apoio econômico.
O petista citou como exemplos a saída da suplente Elisângela Araújo para o PSB, a decisão de Vilma Reis de disputar uma vaga na Assembleia, o impedimento da vereadora Marta Rodrigues por ser irmã do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a desistência de outras lideranças petistas, a exemplo de Lucinha do MST e Fabya Reis, ambas ligadas ao também congressista Valmir Assunção, e Major Denice, que disputou a Prefeitura de Salvador em 2020.
Apesar do cenário, Solla demonstrou confiança na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na vitória do governador Jerônimo Rodrigues e na eleição da chapa majoritária governista ao Senado, com Wagner e o ex-ministro Rui Costa.
"Jerônimo está em céu de brigadeiro. Para não ser governador, precisa acontecer um grande terremoto político", afirmou.
Preocupação com o Congresso
Durante a entrevista, Solla afirmou que sua principal preocupação não está na disputa pelo Governo da Bahia, mas na composição da Câmara dos Deputados.
De acordo com ele, mesmo com a vitória de Lula em 2022, o presidente encontrou um Congresso majoritariamente oposicionista, o que dificulta a aprovação de projetos do governo.
"O povo lembra em quem votou para presidente e governador, mas esquece em quem votou para deputado. É justamente o Parlamento que define se as propostas do Executivo serão aprovadas ou não", declarou.
O parlamentar também criticou a atual correlação de forças no Congresso Nacional, ao afirmar que a base governista segue minoritária.
Críticas à Federação e a André Fraga
Solla voltou a criticar a possibilidade de o vereador de Salvador André Fraga (PV), aliado do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), disputar uma vaga de deputado estadual pela Federação Brasil da Esperança.
Na avaliação do deputado, a coligação corre o risco de repetir o que ocorreu nas eleições municipais de 2024, quando, em sua avaliação, o edil conquistou uma cadeira na Câmara de Salvador graças aos votos obtidos pelo conjunto dos partidos da federação.
"Estou trabalhando para impedir que ACM Neto eleja mais um parlamentar com os votos do PT", avisou.
Solla defendeu que a federação reavalie a concessão da legenda ao vereador e disse acreditar que ainda há espaço para um entendimento entre as siglas que compõem a aliança.
Segurança pública
Outro tema abordado foi a segurança pública. Integrante da comissão que discutiu a PEC da Segurança, Solla classificou como insuficiente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados.
Para o parlamentar, o Brasil precisa criar um sistema nacional integrado de segurança pública, com financiamento permanente, planejamento conjunto entre União, estados e municípios e ações estruturantes voltadas à prevenção da violência.
Ele também defendeu investimentos em escolas de tempo integral como instrumento de combate ao recrutamento de jovens pelo crime organizado.
"É na adolescência que muitos jovens são aliciados pelo tráfico. A escola de tempo integral oferece uma perspectiva diferente de vida", disse.
Candidato à reeleição, Jorge Solla terá o nome homologado no próximo sábado (1º), no Parque de Exposições de Salvador, durante a convenção que confirmará a chapa governista, com Jerônimo, o vice Geraldo Júnior, Wagner e Rui, em evento que contará com a participação do presidente Lula.
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