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Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao ano

Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao ano

Por Redação

29/01/2026 às 08:01

Imagem de Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao ano

Foto: CNI/Divulgação

O setor produtivo brasileiro reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano, nível considerado elevado pelos empresários e analistas do mercado. A manutenção do principal instrumento de política monetária do país, anunciada recentemente pelo Banco Central, gerou diferentes avaliações entre representantes de diversos segmentos da economia.

Empresários e entidades do setor produtivo afirmam que a taxa de juros elevada pode frear investimentos, reduzir a capacidade de consumo das famílias e encarecer o crédito para empresas, o que acaba impactando a produção e a geração de empregos. Para alguns setores, como a indústria e o comércio, a decisão de manter a Selic no mesmo patamar representa um desafio adicional para planejar investimentos e expandir operações.

Por outro lado, alguns economistas ouvidos afirmam que a manutenção da taxa elevada pode ser positiva no combate à inflação, ajudando a segurar a estabilidade dos preços, mas reconhecem que isso pode ocorrer em detrimento de uma atividade econômica mais aquecida.

A Selic — taxa básica de juros da economia brasileira — é uma referência para os juros cobrados em empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. Quando alta, ela tende a encarecer o crédito e reduzir o ritmo de consumo e investimento; quando baixa, estimula esses movimentos, impulsionando o crescimento econômico.

Em nota, representantes de entidades ligadas ao setor produtivo defenderam que o país precisa de políticas que estimulem a produção, o crédito acessível e a confiança dos investidores, principalmente em um momento em que diversos segmentos buscam recuperação e expansão de suas atividades.

A reação do mercado também foi observada nas projeções de crescimento e nos debates sobre os próximos passos da política monetária, com empresários e analistas acompanhando de perto as próximas decisões do Banco Central.

 

Fonte: Agência Brasil

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