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Saiba o porquê de Aleluia desistir de pré-candidatura e declarar apoio a ACM Neto ao governo
Saiba o porquê de Aleluia desistir de pré-candidatura e declarar apoio a ACM Neto ao governo
Por Redação
08/04/2026 às 07:55

Foto: Divulgação
Acordo entre União Brasil e Novo envolve muito mais do que a chamada “união das oposições” contra os 20 anos de governo do PT
A desistência da pré-candidatura de José Carlos Aleluia (Novo) ao Governo da Bahia e o anúncio de apoio a ACM Neto (União Brasil), oficializados nesta terça-feira (7), no Mercure Hotel, no Rio Vermelho, envolveram muito mais do que um gesto político simbólico.
Nos bastidores, o Blog do Vila apurou que o acordo entre Novo e União Brasil prevê uma prioridade clara: fortalecer a chapa de deputados federais da legenda, sob liderança do vereador Alexandre Aleluia, com apoio direto do prefeito Bruno Reis (União Brasil).
Pela primeira vez na história, o Novo pretende lançar uma nominata completa para a Câmara dos Deputados na Bahia, com 40 nomes. Diferentemente do que era especulado, o partido não terá candidatos a deputado estadual.
A prioridade será exclusivamente federal e, dentro do entendimento firmado, o objetivo é garantir a eleição de pelo menos um parlamentar. O favorito é justamente Alexandre Aleluia.
Não faz parte do acordo, por exemplo, a indicação de José Carlos Aleluia para suplência de Senado, seja na chapa de Angelo Coronel (Republicanos) ou na de João Roma (PL).
Nos bastidores, aliados admitem que, caso Alexandre Aleluia tenha a candidatura homologada nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, isso será interpretado como sinal de que ele está fora da disputa pela sucessão de Carlos Muniz (PSDB) na presidência da Câmara de Salvador.
Uma fonte de alta patente do Palácio Thomé de Souza disse ao blog que as conversas sobre a Mesa Diretora não fazem parte das negociações atuais e que o tema só deverá ser tratado “mais adiante”, após as eleições de outubro.
Ausências chamam atenção
Apesar do discurso de unidade, algumas ausências importantes chamaram atenção no evento.
Assim como no lançamento da chapa em Feira de Santana, novamente nenhum parlamentar da cúpula do PL compareceu. Em seu discurso, ACM Neto justificou a ausência de João Roma, sob alegação de que o ex-ministro tinha agenda em Brasília no mesmo dia.
“O vereador Alexandre Aleluia, que era filiado ao PL, se definiu em comum acordo, João Roma deu a carta dele de liberação, ele foi para o partido Novo, e isso fez parte dessa composição”, afirmou Neto.
O único integrante do PL presente foi o ex-vereador de Salvador Isnard Araújo, que será pré-candidato a deputado federal.
No Republicanos, também houve baixas importantes. O presidente estadual da sigla, Márcio Marinho, e o deputado federal Leo Prates não compareceram. Ainda assim, o partido foi representado pelo vereador Luiz Carlos, pelo senador Angelo Coronel, pelo deputado estadual Angelo Coronel Filho e pela vereadora Roberta Caires, que recentemente ingressou na legenda.
Também ficaram fora do evento os deputados federais Paulo Azi, Leur Lomanto Júnior, Arthur Maia e Adolfo Viana, todos com compromissos no Congresso.
Já o presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz, evitou novamente uma aparição pública, mesmo após o PSDB ter resolvido o impasse referente à candidatura do filho.
ACM Neto diz que oposição está unificada
Durante a coletiva, Neto afirmou que a adesão de Aleluia consolida a unidade das oposições.
“Diferentemente da vez passada, que a gente se dividiu com mais de uma candidatura e aquilo influenciou na nossa derrota, agora a gente não só constrói uma chapa muito forte, como consegue obter o apoio de todas as lideranças políticas”, disse.
O pré-candidato ao Palácio de Ondina também minimizou as ausências do PL e reforçou que acredita na mobilização total da aliança.
“Vamos seguir juntos e com toda a força para vencer as eleições, tendo o apoio de todos os principais membros dos partidos que integram a nossa coligação.”
O ex-prefeito também confirmou a informação veiculada pelo Blog do Vila, de que o Podemos estará na aliança oposicionista e revelou que a ida de Marcelo Guimarães Filho para a legenda foi resultado de um acordo nacional após insatisfação do partido com o governo estadual.
Bruno Reis fala em “unidade total” e provoca governo
Além de atacar Lula e a filiação de Binho Galinha ao Avante, o prefeito Bruno Reis também aproveitou o evento para reforçar o discurso de unidade da oposição e criticar duramente o grupo governista.
“Fizemos tudo certo, unimos os melhores quadros que nós tínhamos da oposição e hoje apresentamos à sociedade uma chapa robusta e consistente”, afirmou.
Bruno disse ainda que o time adversário enfrenta dificuldades para fechar alianças e organizar as chapas.
“Perderam o Podemos, vão perder o PRD, Solidariedade e até as convenções pode inclusive ainda ter mais baixas.”
Em outro momento, ironizou a escolha de Geraldo Júnior (MDB) como vice na chapa governista.
“A vice foi oferecida a mais de 20 pessoas diferentes e todos rejeitaram. O que ficou claro para a sociedade é que, por falta de opção, quando não tem tu, vai tu mesmo.”
Coronel descarta disputa interna no Republicanos
Já o senador Angelo Coronel tentou passar uma imagem de pluralidade na composição da chapa oposicionista.
“Não é só a união da direita, é a união de quem é de centro, esquerda, de centro-direita. Essa chapa representa todas as forças da Bahia”, declarou.
Coronel também negou qualquer movimentação para assumir o comando do Republicanos na Bahia, hoje presidido por Márcio Marinho.
“Isso é fofoca. Ninguém entra em partido de um pela janela. Nós entramos pela porta da frente”, disse.
O senador ainda avaliou que a eleição não deverá ser nacionalizada e rejeitou a ideia de que a polarização entre Lula e Jair Bolsonaro terá peso decisivo na Bahia.
“As pessoas vão votar na chapa do Estado porque conhecem seus candidatos, conhecem sua força, seu modus operandi.”
Zé Cocá reforça críticas a Jerônimo
O ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), voltou a afirmar que esperava mais obras estruturantes do governador Jerônimo Rodrigues (PT), motivo pelo qual não aceitou o convite para mudar de lado.
“Eu sonhava que o governador fizesse obras estruturantes na nossa região. Mas, infelizmente, isso não aconteceu”, afirmou.
Segundo Cocá, foi justamente essa frustração que o aproximou de ACM Neto.
“Quando eu conversei com Neto, vi um plano ordenado e organizado para mudar a Bahia. Isso me motivou a estar aqui hoje.”
Ele também defendeu maior atenção ao interior, ao citar projetos como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), duplicação de rodovias, polos de irrigação e novos centros industriais.
Aleluia diz que desistiu para evitar segundo turno
Principal personagem do evento, José Carlos Aleluia afirmou que a decisão de retirar a pré-candidatura foi baseada em números e na possibilidade de derrotar o PT ainda no primeiro turno.
“Eu sou engenheiro e estudei muito Estatística. As estatísticas mostram com clareza: se eu for candidato, nós teremos segundo turno. Se eu não for candidato, a probabilidade de ganharmos no primeiro turno é muito grande”, disse.
Aleluia também deixou claro que o foco do Novo será ultrapassar a cláusula de barreira e construir uma bancada forte na Câmara dos Deputados.
“O Novo tem um objetivo: fazer uma bancada de deputados federais. Estamos muito fortes em vários estados e esperamos nos sair muito bem na Bahia.”
Sobre o filho, Alexandre Aleluia, ele disse que a prioridade agora será ajudá-lo na campanha.
“Ele tem que fazer a campanha dele. Eu vou voltar a trabalhar, sou engenheiro. Vou ajudar na campanha dele e todos os deputados do Novo vão ajudar na campanha de Neto.”
Com informações do repórter Luiz Henrique, da CBN Salvador.
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