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Rogéria Santos diz confiar na PF e em André Mendonça para esclarecer caso Banco Master

Rogéria Santos diz confiar na PF e em André Mendonça para esclarecer caso Banco Master

Por Evilásio Júnior

03/08/2026 às 06:59

Imagem de Rogéria Santos diz confiar na PF e em André Mendonça para esclarecer caso Banco Master

Foto: Evilásio Júnior

A deputada federal Rogéria Santos (Republicanos-BA) afirmou confiar no trabalho da Polícia Federal e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para esclarecer as suspeitas investigadas na Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de corrupção no Banco Master.

Em entrevista à CBN Salvador, a parlamentar classificou como "covarde" qualquer prática que utilize pessoas em situação de vulnerabilidade e disse esperar que todos os responsáveis sejam punidos caso as irregularidades sejam comprovadas. 

Na avaliação de Rogéria, o caso pode repercutir diretamente nas eleições deste ano, principalmente por envolver figuras públicas e provocar uma discussão sobre ética e corrupção.

"Eu espero muito que o povo brasileiro reflita sobre tudo isso e tome decisões conscientes na urna. O voto é a única arma que o cidadão tem para mudar os rumos do país", disse. 

"Confio na Polícia Federal" 

Ao comentar as investigações, Rogéria afirmou conhecer de perto o trabalho da Polícia Federal após atuar em pautas relacionadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital durante o mandato na Câmara dos Deputados.

Segundo ela, a experiência lhe deu segurança para confiar na condução das apurações.

"Hoje eu digo como cidadã e também como deputada que confio muito na Polícia Federal. Confio também no ministro André Mendonça. Eles têm lisura, competência e condições de esmiuçar todo esse caso e trazer à tona aquilo que precisa ser esclarecido", afirmou. 

A deputada ressaltou ainda que espera a conclusão tanto das investigações sobre o Banco Master quanto das apurações envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS.

Banco Master pode influenciar eleição 

Na avaliação da parlamentar, os desdobramentos da investigação podem interferir no cenário eleitoral, embora ela considere que o principal efeito esperado seja uma mudança de postura do eleitor.

"O que eu torço é para que o povo reflita sobre tudo o que está acontecendo sobre corrupção no nosso país e vote de forma consciente", clamou.

Rogéria também alertou para o risco de desinformação durante a campanha.

"As pessoas precisam estar atentas às fake news, às mentiras, aos discursos inflamados de ideologia e ódio que tentam conduzir a população sem pensamento crítico.", advertiu.

Michelle Bolsonaro 

Questionada sobre a sucessão presidencial no campo da direita, após o desentendimento entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, Rogéria afirmou acreditar que a ex-primeira-dama teria plenas condições de disputar a Presidência da República.

"Eu acredito muito no poder de gestão das mulheres. Se você me pergunta se Michelle Bolsonaro seria um grande nome para a Presidência do Brasil, sem dúvida nenhuma", salientou.

Ao ser instigada a escolher entre a ex-primeira-dama e seu enteado, respondeu de forma objetiva: "Michelle." 

Apesar da preferência, fez questão de ponderar que Flávio Bolsonaro também poderia exercer o cargo "com uma boa equipe técnica", ao destacar que o país precisa de políticas públicas consistentes. 

Compra de votos e interior da Bahia 

Durante a entrevista, Rogéria também fez duras críticas à compra de votos, ao classificar a prática como criminosa e afirmar que a vulnerabilidade social de parte da população é explorada durante os períodos eleitorais.

"Quando alguém compra um voto, está levando do cidadão o único poder que ele tem para mudar o rumo do país", lamentou.

A deputada disse que costuma percorrer o interior baiano e relatou emoção ao presenciar a realidade de municípios mais pobres.

"Tem vezes que eu desço do carro chorando. É covarde demais explorar a necessidade das pessoas", criticou.

Ao comparar experiências internacionais que conheceu durante missões oficiais, citou exemplos da Coreia do Sul, da Colômbia e de Israel para defender que a Bahia tem potencial para superar seus problemas históricos.

"O sertão da Bahia tem jeito. A Bahia tem potencial para ser um dos principais estados do Brasil, mas isso depende de consciência e de escolhas corretas", considerou. 

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