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Richarlison divulga documentos de compra de ilha em Angra (RJ) e cobra advogado de Flávio Bolsonaro

Richarlison divulga documentos de compra de ilha em Angra (RJ) e cobra advogado de Flávio Bolsonaro

Atacante e advogado amigo de Flávio, Willer Tomaz, disputam direito sobre o terreno; caso gerou meme 'devolve a ilha do bebê'

Por Redação

21/10/2026 às 15:12

O jogador Richarlison

Foto: Reprodução/Redes sociais

O atacante Richarlison respondeu nesta quarta-feira (21) a um desafio do advogado Willer Tomaz, amigo do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e divulgou documentos que, segundo ele, comprovam a compra de uma ilha em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. Os dois disputam o imóvel desde 2022.

No último domingo (18), Willer deu 72 horas para o jogador do Tottenham apresentar um documento que o ligasse à propriedade e prometeu entregar a ilha de graça se ele conseguisse.

Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar posse de ilha em Angra dos Reis e pede investigação da PF

A ilha pertence à União. O que se compra e vende é o direito de ocupar o terreno, que precisa ser registrado na Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Mansão em ilha de Angra dos Reis alvo de disputa de Richarlison.

Reprodução

No vídeo, Richarlison questiona a demora do governo federal para analisar o pedido da empresa dele, que queria regularizar a posse da ilha, ante a rapidez no caso do grupo do advogado.

"A gente sempre esperou a resposta deles e eles nada, só ficavam enrolando até chegar a turma do Willer Tomaz. Então foi aí que aconteceu a mágica. Para eles aconteceu muito rápido, foi questão de dias, e a gente esperou quase um ano e não teve resposta", afirmou. "Eu, como cidadão brasileiro, queria ter esses privilégios, saber como que faz para ter esse privilégio da Justiça resolver mais rápido para um do que para outros."

Richarlison diz que comprou a área em 2020, com sócios, e investiu cerca de R$ 10 milhões, parte disso para indenizar as pessoas que moravam lá.

Na publicação, o jogador lista números de processos para sustentar essa versão. Entre eles, um acordo com os antigos moradores, homologado pela Justiça de Angra em 2021, e uma decisão de 2022 que, segundo ele, reverteu um despejo e devolveu a ilha à empresa dele. Richarlison também mostra que pediu a regularização em setembro de 2021 e que o pedido ficou parado, enquanto o de uma empresa ligada ao advogado foi aprovado em um único dia, em julho de 2022. O atacante afirma que essa empresa estava irregular, tinha sócios já mortos e detinha o registro da ilha desde os anos 1980.

Em nota, Willer Tomaz afirma que os documentos só confirmam que o jogador pagou a posseiros, que ocupavam a ilha sem o registro, e não à empresa que era dona do direito. Ele aponta ainda divergência nos valores: no vídeo, Richarlison fala em R$ 4,66 milhões pagos aos antigos ocupantes, mas, segundo Tomaz, a empresa dele declarou à Justiça R$ 2,6 milhões. O advogado diz também que venceu em todas as instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem possibilidade de recurso.

Flávio Bolsonaro nega participação na disputa e diz que só foi arrolado como testemunha no processo. Mas, às vésperas do segundo turno, ele tem sido associado ao episódio nas redes sociais. Apoiadores do presidente Lula (PT) têm publicado textos como "Flávio, devolve a ilha do bebê". O jogador é chamado na internet de "pai do bebê", por causa de vídeos em que o cunhado dele chama o sobrinho, filho do jogador, só de "bebê".

Fonte: CBN

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