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Ricardo Almeida revela por que desistiu de disputar vaga na Alba e comenta bastidores da sucessão na Câmara de Salvador

Ricardo Almeida revela por que desistiu de disputar vaga na Alba e comenta bastidores da sucessão na Câmara de Salvador

Por Evilásio Júnior

10/06/2026 às 11:16

Imagem de Ricardo Almeida revela por que desistiu de disputar vaga na Alba e comenta bastidores da sucessão na Câmara de Salvador

Foto: Evilásio Júnior

O vereador Ricardo Almeida (DC) revelou os motivos que o levaram a desistir da candidatura a deputado estadual e também comentou, pela primeira vez de forma mais detalhada, os bastidores da futura disputa pela presidência da Câmara Municipal de Salvador. 

Em entrevista à CBN Salvador, o parlamentar afirmou que o principal fator para o recuo foi o enfraquecimento do projeto eleitoral do Democracia Cristã após a saída de pré-candidatos da legenda durante a janela partidária.

De acordo com o vereador, o cenário chegou a ser considerado promissor para a formação de uma chapa competitiva para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). No entanto, a saída de nomes que integravam o projeto inviabilizou seus planos.

"Eu declinei de ser candidato não por uma decisão minha, mas por uma decisão dos candidatos do DC de saírem e irem para outro partido", afirmou. A legenda mais beneficiada com o movimento foi o PSDB.

Ricardo Almeida lembrou que obteve mais de 31 mil votos na disputa para deputado estadual em 2022, mesmo após iniciar a construção da candidatura apenas nos meses finais da campanha. O desempenho o incentivou a planejar uma nova tentativa em 2026.

"Quando percebi isso, disse: aqui existe uma janela de oportunidade. Se eu começar mais cedo, minhas chances aumentam. Se eu tiver um partido bom, essas chances aumentam ainda mais", avaliou.

Mudança de partido poderia colocar mandato em risco 

Durante a entrevista, o vereador também explicou por que não aproveitou a janela partidária para migrar para outra legenda e manter o projeto de disputar uma cadeira na Alba.

Segundo ele, por já exercer mandato, uma mudança poderia resultar em questionamentos judiciais e até na perda da vaga conquistada nas urnas.

"Eu não tinha nenhuma justificativa lógica para mudança de partido. Ia colocar a minha vereança em risco se eu perdesse a eleição", considerou.

O parlamentar ressaltou que o cenário era diferente para pré-candidatos sem mandato, que tinham liberdade para buscar partidos mais competitivos.

'Ajudei a montar o partido' 

Ao detalhar sua participação na construção do DC em Salvador, Ricardo Almeida afirmou ter sido um dos principais articuladores da legenda na capital e atribuiu a si parte da responsabilidade pela estrutura partidária montada para as eleições municipais de 2024.

"Se o DC tem hoje dois vereadores, em parte precisa agradecer a Ricardo Almeida", disse, ao citar a eleição do correligionário Alex Alemão.

O vereador destacou que trabalhou na atração de lideranças e candidatos para fortalecer a legenda, justamente para criar condições para uma futura candidatura estadual.

Presidência da Câmara: sonho admitido, candidatura negada 

Questionado sobre os bastidores da sucessão do presidente Carlos Muniz (PSDB)Ricardo Almeida evitou se colocar oficialmente na disputa, mas admitiu que sonha em comandar o Legislativo municipal.

"Hoje não sou candidato a nada. Hoje sou candidato a cumprir o meu mandato", esquivou-se.

Apesar da cautela, o vereador reconheceu que a presidência da Câmara está entre as aspirações naturais de quem integra a Casa.

"Eu acho que quem está na Câmara e não sonha em ser presidente dela está no lugar errado", enfatizou.

Nos corredores da política, o nome de Ricardo Almeida é citado com frequência entre os possíveis sucessores de Carlos Muniz, caso o atual presidente não consiga viabilizar juridicamente uma nova candidatura ao comando da Casa.

O vereador, porém, pregou cautela e afirmou que qualquer discussão sobre o tema ainda é prematura diante da prioridade das eleições gerais deste ano.

"É muito cedo para tratar da presidência da Câmara. Antes disso, temos uma eleição extremamente relevante para o país e para a Bahia", salientou.

Para ele, a tendência é de que a escolha do futuro presidente ocorra por meio de consenso entre os vereadores, com a manutenção de uma tradição da política interna da Câmara de Salvador.

Confira a entrevista na íntegra: 

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