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Raquel Lyra sinaliza que seguirá neutra no 2º turno: 'Vou manter minha coerência'

Raquel Lyra sinaliza que seguirá neutra no 2º turno: 'Vou manter minha coerência'

Reeleita no primeiro turno, a governadora de Pernambuco afirmou que seguirá priorizando os interesses do estado e evitou declarar apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

Por Redação

05/10/2026 às 13:34

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD)

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), reeleita em primeiro turno com 53,27% dos votos, deve manter posição de neutralidade em relação à disputa para presidência da República entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A postura também foi adotada por Raquel Lyra (PSD) ao longo do primeiro turno e na eleição de 2022, quando o petista disputou o cargo contra Jair Bolsonaro.

Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, mais cedo, a governadora fez agradecimentos a Lula (PT) pela parceria durante o primeiro mandato, com a realização de obras importantes no estado com recursos federais, como a revitalização de rodovias e a construção de barragens. Mas também disse que, para o segundo turno da eleição presidencial, manterá a coerência.

"Vou manter minha coerência. A gente disse o tempo inteiro que o mais importante de tudo é ter Pernambuco forte. Sou muito grata ao presidente Lula, nunca escondi isso, de forma nenhuma, muito pelo contrário. Vocês me viram o tempo inteiro agradecer a ele, a generosidade de podermos trabalhar juntos. Quando em janeiro de 2023, a primeira vez em que eu estive com ele e com o vice-presidente Alckmin, eu disse: 'vou pedir aos senhores que não permitam que a eleição de 2026 atrapalhe o que a gente pode fazer juntos durante esses próximos quatro anos'. Eles abriram as portas do governo para nós", disse.

Apesar de não ter declarado voto a nenhum candidato à presidência no primeiro turno, nem mesmo a Ronaldo Caiado (PSD), escolhido pelo próprio partido para disputar a vaga, Raquel contou com um candidato ao Senado mais ligado à esquerda: o deputado federal Túlio Gadêlha, do PSD, tratado como uma ponte entre a governadora e Lula (PT) e representante do voto "luquel" na chapa. Gadêlha não conseguiu se eleger e sofreu duras críticas durante a campanha por dividir palanque, em diversos momentos, com nomes associados ao bolsonarismo.

Raquel Lyra (PSD) não participou dos atos de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e de Lula (PT) no Recife. Porém, o petista evitou citar o nome de Raquel ou criticá-la ao lado de João Campos (PSB). Pela boa relação mantida ao longo do mandato, uma ala do governo defendia que Lula optasse por dois palanques em Pernambuco, o que foi rechaçado pela Frente Popular - grupo político de João Campos (PSB) -, que articulou a vinda de Lula ao estado. O próprio diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) enfrentou dissidências na pré-campanha quanto ao apoio ao candidato a governador.

Em Pernambuco, Lula (PT) teve 63,45% dos votos válidos contra 31,03% de Flávio Bolsonaro (PL), que venceu o petista apenas no município de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste do estado. Em 2022, a cidade também havia conferido maioria dos votos a Jair Bolsonaro (PL). Para o segundo turno, a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) não declarou se apoiará Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).

Fonte: CBN

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