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Protesto contra Bruno Reis termina em vandalismo e Prefeitura de Salvador suspende expediente após tentativa de invasão
Protesto contra Bruno Reis termina em vandalismo e Prefeitura de Salvador suspende expediente após tentativa de invasão
Manifestantes pediram o impeachment do prefeito após problemas no transporte público durante as eleições. Ato na Praça Municipal foi marcado por pichações e danos ao patrimônio público.
Por Redação
27/10/2026 às 07:11
Atualizado em 27/10/2026 às 07:11

Foto: Divulgação
A Prefeitura de Salvador suspendeu o expediente no Palácio Thomé de Souza, na tarde desta segunda-feira (26), após uma manifestação contra o prefeito Bruno Reis (União Brasil) terminar com registros de vandalismo e tentativa de invasão da sede do Executivo municipal, localizada na Praça Municipal.
Segundo a administração municipal, manifestantes tentaram entrar no prédio e foram registrados danos ao patrimônio público, incluindo pichações. Por questões de segurança, as portas do edifício foram fechadas e as atividades interrompidas.
Manifestantes cobram impeachment de Bruno Reis
O protesto foi convocado por entidades estudantis, entre elas o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
A mobilização aconteceu após os problemas registrados no transporte público de Salvador durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
Os manifestantes questionam a operação dos ônibus municipais no dia da votação e cobram a responsabilização da administração municipal.
Um abaixo-assinado solicitando à Câmara Municipal de Salvador a abertura de um processo de impeachment contra Bruno Reis ultrapassou 250 mil assinaturas nesta segunda-feira, após aproximadamente 24 horas de circulação.
A quantidade de assinaturas, entretanto, não significa a abertura automática de um processo de afastamento do prefeito.
Secretário de Mobilidade teve ordem de prisão revogada
A crise envolvendo o transporte público também teve desdobramentos na Justiça Eleitoral.
No domingo (25), foi determinada a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana, Pablo Souza, em razão das ocorrências relacionadas ao funcionamento do transporte durante a votação.
O secretário estava na França quando a ordem foi expedida.
Posteriormente, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman, revogou a determinação.
O episódio ampliou os questionamentos sobre a operação dos ônibus municipais e a atuação da Secretaria de Mobilidade durante o segundo turno.
Prefeitura interrompe atividades por segurança
Diante da tentativa de invasão e dos danos registrados no Palácio Thomé de Souza, a administração municipal decidiu suspender o expediente para preservar a segurança dos servidores e das pessoas que estavam no edifício.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais, com a circulação de imagens do protesto e dos atos de vandalismo.
Até a divulgação da reportagem, não havia confirmação sobre a identificação dos responsáveis pelos danos ao patrimônio público nem informações sobre eventuais prisões relacionadas ao episódio.
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