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Projeto do deputado Hilton Coelho proíbe corte compulsório de cabelo das pessoas privadas de liberdade na Bahia
Projeto do deputado Hilton Coelho proíbe corte compulsório de cabelo das pessoas privadas de liberdade na Bahia
Por Redação
08/04/2023 às 09:00

Ficará proibido o corte compulsório de cabelo e/ou barba e/ou bigode das pessoas custodiadas no sistema penitenciário ou no sistema socioeducativo do Estado da Bahia se o projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) pelo deputado Hilton Coelho (PSOL) for aprovado. "A prática de raspagem compulsória dos cabelos e barba de presos no âmbito do sistema penitenciário brasileiro é mais uma das diversas inconstitucionalidades que existem no sistema. Associada a um ritual de entrada ao sistema carcerário, a violação forçada à imagem dos custodiados, sob a justificativa que se faz de segurança física e sanitária, é, acima de tudo uma falta de humanidade com aqueles já marginalizados", afirma o parlamentar.
Hilton Coelho ressalta que "a alegação de que esse protocolo de corte surge da necessidade de higienização não é razoável, pois o mesmo não ocorre nas unidades prisionais femininas. É factual a existência de outros meios de higiene para evitar casos de proliferação de pragas e doenças, onde o controle deve ocorrer a partir da prevenção, por meio da distribuição de material de higiene pessoal, além da assepsia das unidades. Se o ambiente fosse salubre e se as unidades não fossem superlotadas, seriam raríssimos os casos de doenças contagiosas nos espaços de privação de liberdade".
Segundo o projeto do legislador, o cabelo, barba ou bigode são traços característicos da personalidade do indivíduo. "Com isso, podemos afirmar que quando se adota o procedimento padrão de corte contra a vontade da pessoa privada de liberdade, se afronta a dignidade dessa pessoa, pois afeta algo que é constitutivo da sua identidade. Essa intervenção corporal viola o direito da personalidade, o direito à integridade psicofísica, à não-discriminação e à liberdade de expressão".
Hilton Coelho conclui afirmando esperar a aprovação do projeto de lei e sanção do governador Jerônimo Mesquita entendendo que "o corte de cabelo compulsório do indivíduo preso não encontra amparo constitucional, ainda que haja norma vigente que determine o ato como meio de higienização. Configura-se uma punição extra ao preso e um ato de desmoralização da pessoa perante a sociedade, que não pode ser o objetivo da prisão, além de ferir os direitos da personalidade que são intrínsecos a cada ser humano".
Foto: Reginaldo Ipê
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