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PM suspeita de matar Léo Lanches continuará presa após audiência de custódia

PM suspeita de matar Léo Lanches continuará presa após audiência de custódia

Por Redação

06/08/2026 às 06:52

Imagem de PM suspeita de matar Léo Lanches continuará presa após audiência de custódia

Foto: Divulgação

A Justiça manteve a prisão temporária da policial militar Valdilene Nonato Santos França, investigada pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, de 33 anos, conhecido como Léo Lanches. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (5), e a soldado permanecerá presa por até 30 dias, prazo previsto para a conclusão das investigações.

Valdilene foi presa na última terça-feira (4), após cumprimento de mandado expedido pela Justiça. A investigação da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) aponta que o disparo que matou o comerciante partiu da arma utilizada pela policial durante uma ação da Polícia Militar no bairro de São Cristóvão, em Salvador. A conclusão foi possível após análise de laudos periciais produzidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), além de imagens das câmeras corporais dos agentes e depoimentos de testemunhas.

Investigação segue em andamento

Segundo a Polícia Civil, o inquérito ainda está em andamento e busca esclarecer todas as circunstâncias da morte, incluindo a motivação do disparo e a eventual participação de outros envolvidos. Após a prisão, a policial foi encaminhada para uma unidade prisional militar, onde permanece à disposição da Justiça.

Caso gerou comoção

Leonardo Gil Lima morreu no dia 23 de julho, durante uma operação da Polícia Militar em São Cristóvão. Na ocasião, a PM informou que equipes da 49ª CIPM foram recebidas a tiros por homens armados e que o comerciante foi encontrado baleado após o confronto.

Familiares e testemunhas, entretanto, contestam essa versão. Eles afirmam que Léo havia acabado de chegar do trabalho e foi atingido em frente à própria residência, sem que houvesse troca de tiros no local. O caso provocou protestos de moradores e pedidos por justiça.

Após a repercussão, a Polícia Militar afastou os agentes envolvidos da atividade operacional e instaurou procedimento administrativo, enquanto a Corregedoria acompanha as investigações.

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