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PF indicia três empresários por corrupção na Bahia no âmbito da Operação Overclean

PF indicia três empresários por corrupção na Bahia no âmbito da Operação Overclean

Por Redação

17/08/2026 às 07:29

Imagem de PF indicia três empresários por corrupção na Bahia no âmbito da Operação Overclean

Foto: Divulgação / PF

A Polícia Federal (PF) indiciou 25 pessoas, entre empresários e agentes públicos, no âmbito da Operação Overclean, que investiga suspeitas de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos públicos.

Entre os principais nomes estão José Marcos Moura, conhecido como “rei do lixo” na Bahia, e os empresários Fábio Parente e Alex Parente. Também foram indiciados Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) na Bahia.

Investigação aponta contratos de R$ 1,4 bilhão

A Operação Overclean investiga suspeitas envolvendo contratos de pavimentação e limpeza urbana, além de recursos provenientes de órgãos federais como o Dnocs e a Codevasf.

Segundo a PF, empresas investigadas teriam pago propina a autoridades para conseguir contratos com prefeituras. A corporação estima que o grupo tenha movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão em contratos considerados fraudulentos e obras suspeitas de superfaturamento.

Os crimes investigados incluem corrupção, fraude em licitações, peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação.

Deputados continuam na mira da PF

Apesar dos novos indiciamentos, quatro deputados federais seguem investigados e não foram indiciados nesta etapa: Elmar Nascimento (União-BA), Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), Dal Barreto (União-BA) e Vicentinho Júnior (PP-TO).

As apurações envolvendo os parlamentares estão relacionadas a suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolver autoridades com foro.

O indiciamento feito pela PF ainda será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá avaliar se existem elementos para eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

Até o momento, portanto, indiciamento não significa condenação. Os investigados ainda podem apresentar suas defesas e o processo seguirá para análise das autoridades competentes.

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