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Pesquisa Quaest: 83% das menções sobre a ‘PEC da Blindagem’ nas redes sociais são negativas
Pesquisa Quaest: 83% das menções sobre a ‘PEC da Blindagem’ nas redes sociais são negativas
Por Redação
21/09/2025 às 12:00

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
Uma pesquisa do instituto Quaest divulgada neste sábado (20) revelou que 83% das menções nas redes sociais sobre a PEC das Prerrogativas — conhecida como PEC da Blindagem — são negativas. Apenas 17% dos internautas demonstram apoio à proposta, aprovada na Câmara dos Deputados na última terça-feira (16). Desde a votação, foram registradas 2,3 milhões de publicações sobre o tema.
De acordo com a Quaest, são feitas cerca de 24 mil menções por hora, atingindo 44 milhões de internautas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e a própria Casa estão relacionados em 46% das publicações. Em 28% das menções, o foco está nas críticas à PEC, enquanto 12% citam a participação de artistas em manifestações nas ruas.
A proposta, que devolve ao Congresso a responsabilidade de decidir sobre a abertura de inquéritos contra parlamentares, já enfrenta forte rejeição no Senado, onde pode ser barrada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) será o relator da PEC no colegiado, e ele, assim como o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), já se declararam contrários ao texto.
A pesquisa também aponta que aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) impulsionaram postagens críticas, chamando a proposta de “PEC da Bandidagem”, enquanto influenciadores de esquerda ressuscitaram a frase “Congresso inimigo do povo”. Por outro lado, defensores da PEC criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e reforçaram que a medida seria necessária para conter supostos excessos da Corte.
“A PEC da Blindagem prova que, no Brasil, o absurdo virou cotidiano. Sou 1000% contra essa ideia vergonhosa de criar ainda mais barreiras para evitar que políticos sejam investigados e processados”, escreveu Alessandro Vieira em suas redes sociais. Já Otto Alencar afirmou que o texto não terá tratamento preferencial no Senado e que será “enterrado” no colegiado.
Além das críticas, 15% das publicações mencionam o projeto de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), temas que se relacionam à discussão sobre prerrogativas parlamentares.
Informações da Gazeta Brasil
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