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Presidente nacional do PV não descarta rejeitar ata da federação e deixar Jerônimo, Wagner e Rui sub judice

Presidente nacional do PV não descarta rejeitar ata da federação e deixar Jerônimo, Wagner e Rui sub judice

Por Evilásio Júnior

05/08/2026 às 07:31

Imagem de Presidente nacional do PV não descarta rejeitar ata da federação e deixar Jerônimo, Wagner e Rui sub judice

Foto: Reprodução / Facebook

O presidente nacional do Partido Verde, José Luiz Penna, elevou o tom ao comentar a crise na Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) na Bahia, diante do impasse sobre a candidatura de André Fraga à Assembleia Legislativa, e admitiu que a sigla pode deixar de assinar a ata da convenção que homologou as candidaturas governistas no estado.

Em entrevista à CBN Salvador, o dirigente afirmou que o partido pretende esgotar a negociação política antes de recorrer à Justiça para garantir o direito do vereador, mas não descartou medidas que possam ampliar a pressão sobre os aliados.

Questionado sobre a possibilidade de o PV não assinar a ata da federação, o que deixaria sob questionamento jurídico toda a chapa majoritária governista — formada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), o vice Geraldo Júnior (MDB), o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-ministro Rui Costa (PT), candidato ao Senado —, Penna respondeu que a hipótese pode fazer parte da negociação.

"Não conversei com o Ivanilson [Gomes] sobre isso, mas é do jogo político. Pode ser, para tentar se negociar", admitiu.

De acordo com Penna, a situação exige cautela para preservar a própria Federação Brasil da Esperança, embora ele ressalte que não há compromisso de manutenção da aliança para as próximas eleições.

"Nós vamos lutar e podemos perder, mas eu não acredito ainda em derrota. Tudo que for feito para não radicalizar publicamente é melhor, porque dá condições de recuar com menos prejuízo", afirmou, ao ponderar que o assunto deveria ser debatido "interna corporis" em vez de "ganhar as primeiras páginas do jornais".

"Ladrão não pode. Assassino não pode"

Ao comparar o veto a Fraga à homologação da candidatura de Binho Galinha pelo Avante, Penna fez duras críticas ao fato de o parlamentar preso ter ganhado legenda pela base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

"Binho Galinha não podia ter legenda. É uma imoralidade isso. Ladrão não pode. Assassino não pode", disparou, ao diferenciar o caso do deputado da situação enfrentada pelo aliado: "A questão de André é política, e é na política que nós temos que resolver." 

Penna ainda afirmou que considera "uma idiotice" a decisão de impedir a candidatura do vereador e disse acreditar que ainda há espaço para reverter o quadro por meio do diálogo.

Suporte jurídico a André Fraga

O presidente nacional do PV confirmou que a legenda dará respaldo jurídico caso André Fraga decida judicializar o impasse: "Mas nós queremos resolver antes de chegar lá, na política." 

Apesar da defesa do correligionário, Penna fez uma ressalva ao afirmar que André Fraga deveria ter evitado, ao longo do mandato na Câmara de Salvador, ser identificado como integrante da base governista municipal, embora tenha enfatizado que isso não justifica o veto à candidatura.

Crise na federação

Na avaliação do dirigente, a decisão que inviabilizou a homologação da candidatura de André Fraga decorreu de um alinhamento entre PT e PCdoB dentro da Federação Brasil da Esperança.

Na avaliação de José Luiz Penna, a ausência dele nas negociações presenciais durante o processo contribuiu para o desfecho.

"O PCdoB comprou a ideia do PT e deixou a gente numa situação difícil em relação à candidatura do André. Essa é a história", suscitou. 

Na Bahia, as conversas com as demais siglas do grupo foram conduzidas pelo presidente estadual da legenda, Ivanilson Gomes

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