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Pela primeira vez, Judiciário e ALBA transferem sedes para Cachoeira nas celebrações da Independência da Bahia

Pela primeira vez, Judiciário e ALBA transferem sedes para Cachoeira nas celebrações da Independência da Bahia

Por Henrique Spínola

04/05/2026 às 07:23

Imagem de Pela primeira vez, Judiciário e ALBA transferem sedes para Cachoeira nas celebrações da Independência da Bahia

Foto: Rita Barreto/Setur

Pela primeira vez na história, os poderes Judiciário e Legislativo da Bahia vão transferir simbolicamente suas sedes para o município de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, durante as celebrações da Independência da Bahia. A iniciativa acontecerá em 25 de junho de 2026, data que marca o início das lutas contra o domínio português em território baiano.

A medida representa um marco institucional, já que, até então, apenas o Poder Executivo estadual realizava a transferência simbólica da capital para Cachoeira durante as comemorações históricas — tradição adotada desde 2008. Agora, com a adesão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o gesto ganha ainda mais peso político e histórico.

Reconhecimento à cidade heroica

Cachoeira é considerada uma das cidades mais importantes da luta pela Independência da Bahia. Foi no município, em 25 de junho de 1822, que moradores iniciaram um levante decisivo contra tropas portuguesas, movimento que desencadeou a guerra que culminaria, em 2 de julho de 1823, com a expulsão definitiva das forças lusitanas do estado.

Reconhecida oficialmente como capital simbólica da Bahia durante o período festivo, a cidade carrega forte valor histórico e cultural para os baianos. A transferência das sedes dos poderes estaduais reforça esse simbolismo e amplia as homenagens prestadas ao município.

Como funcionará a mudança

No âmbito do Judiciário, o gabinete da presidência do Tribunal de Justiça será instalado temporariamente no Fórum Augusto Teixeira de Freitas, em Cachoeira, onde deverão ser assinados atos institucionais ao longo do dia. Já a ALBA realizará atividades legislativas e solenidades oficiais no município, aproximando o parlamento estadual das celebrações históricas.

A presidente da Assembleia, Ivana Bastos, destacou que a decisão simboliza respeito à memória do povo cachoeirano e reconhecimento ao papel da cidade na construção da liberdade baiana. Já o presidente do TJ-BA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, afirmou que a iniciativa também fortalece a aproximação do Judiciário com a sociedade baiana.

Celebração ganha dimensão inédita

Com os três poderes estaduais reunidos simbolicamente em Cachoeira, a celebração da Independência da Bahia em 2026 deve ganhar uma dimensão inédita. Além do valor histórico, o ato reforça a identidade cultural do Recôncavo e reacende o debate sobre a importância de preservar a memória dos episódios que moldaram a formação política da Bahia e do Brasil.

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