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Legislação urbanística classifica área como “zona de uso especial”, o que dificulta a construção de condomínios ou edifícios residenciais.
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O terreno do Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador, um dos maiores espaços para eventos da capital baiana, possui restrições urbanísticas que podem dificultar a implantação de empreendimentos residenciais no local.
De acordo com a legislação municipal de Salvador, a área é classificada como Zona de Uso Especial (ZUE), categoria destinada a equipamentos específicos e grandes complexos urbanos, o que não inclui automaticamente projetos de moradia.
Na prática, isso significa que condomínios residenciais ou prédios de apartamentos não são permitidos atualmente no terreno, já que esse tipo de uso não está previsto nas regras urbanísticas vigentes.
Mudança dependeria de nova lei
Para que projetos residenciais possam ser implantados na área, seria necessário alterar o zoneamento urbano, processo que exige o envio de um projeto de lei pelo Executivo municipal e aprovação na Câmara de Salvador.
A legislação também prevê que, caso haja mudança na atividade principal da área classificada como ZUE, novos parâmetros de uso e ocupação do solo precisam ser definidos por lei específica.
Debate sobre futuro do espaço
O debate sobre o destino de grandes áreas públicas em Salvador voltou a ganhar força após discussões sobre a venda ou concessão de outros equipamentos urbanos ligados ao governo estadual.
Além do Parque de Exposições, locais como a antiga Rodoviária de Salvador e a antiga sede do Detran também possuem regras de zoneamento específicas que podem limitar a construção de empreendimentos imobiliários.
Um dos maiores espaços de eventos da cidade
Inaugurado em 1978, o Parque de Exposições ocupa uma área de cerca de 450 mil metros quadrados, entre as avenidas Paralela e Dorival Caymmi, no bairro de Itapuã. O espaço é utilizado para grandes eventos agropecuários, culturais e shows, como feiras e festivais que reúnem milhares de pessoas todos os anos.
Com o crescimento do mercado imobiliário em Salvador, o destino de áreas amplas como essa tem sido cada vez mais discutido, mas qualquer mudança no uso do espaço dependerá de decisões políticas e alterações na legislação urbanística da cidade.




