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Novo medicamento para Alzheimer já tem data para chegar às farmácias; veja preço estimado
Novo medicamento para Alzheimer já tem data para chegar às farmácias; veja preço estimado
Por Redação
20/04/2026 às 19:59

Foto: Divulgação / Eisai
Um novo medicamento para o tratamento do Alzheimer deve começar a chegar às farmácias brasileiras ao longo de 2026, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O remédio, chamado Leqembi, é indicado para pacientes em estágio inicial da doença e representa uma nova abordagem no combate à progressão do Alzheimer.
Quando estará disponível
Após a liberação da Anvisa no início de 2026, o medicamento está em fase de implementação no mercado brasileiro.
A expectativa é que a distribuição ocorra gradualmente ao longo do ano, inicialmente em clínicas especializadas e centros médicos, antes de chegar de forma mais ampla às farmácias.
Como funciona o medicamento
O tratamento utiliza um anticorpo monoclonal que atua diretamente nas placas de beta-amiloide no cérebro, associadas ao Alzheimer.
Diferente de medicamentos tradicionais, o objetivo não é apenas aliviar sintomas, mas retardar o avanço da doença, especialmente em pacientes com comprometimento cognitivo leve.
A aplicação é feita por infusão intravenosa, geralmente a cada duas semanas, com acompanhamento médico rigoroso.
Quanto vai custar
O preço do tratamento é considerado elevado e pode limitar o acesso.
Estimativas apontam que o custo anual no Brasil deve variar entre:
- R$ 140 mil e R$ 269 mil por paciente
Nos Estados Unidos, o valor gira em torno de US$ 26 mil por ano, o que ajuda a explicar o alto custo no país.
Além disso, o tratamento exige exames frequentes e acompanhamento especializado, o que pode aumentar ainda mais o valor total.
Uso restrito
O medicamento é indicado apenas para pacientes em fase inicial da doença e com diagnóstico confirmado por exames específicos.
Especialistas destacam que, apesar do avanço, o tratamento não representa uma cura, mas sim uma forma de desacelerar a progressão do Alzheimer.
Desafios de acesso
Devido ao alto custo, o acesso ao medicamento pode depender de planos de saúde ou ações judiciais, especialmente no sistema público.
O tema deve gerar debate sobre financiamento e inclusão da terapia no Sistema Único de Saúde (SUS).
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