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Na primeira agenda pós 1º turno, Paes diz que quer conquistar também eleitores de Flávio Bolsonaro

Na primeira agenda pós 1º turno, Paes diz que quer conquistar também eleitores de Flávio Bolsonaro

Nesta quarta-feira, na Rocinha, ele reafirmou o apoio a Lula e afirmou que a vice, Jane Reis, vota no candidato do PL. Paes disse ainda que já estão sendo organizados encontros e comícios com Lula, incluindo uma agenda na Baixada Fluminense.

Por Redação

07/10/2026 às 14:49

Eduardo Paes em agenda na Rocinha

Foto: Marcia Foletto

O candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes, do PSD, disse nesta quarta-feira que vai buscar também o voto de eleitores de Flávio Bolsonaro caso o segundo turno para o governo do Rio seja confirmado.

A declaração foi feita durante uma visita à Rocinha, primeira agenda de campanha de Paes na capital depois do primeiro turno.

O candidato reafirmou o apoio a Lula, mas disse que não pretende ficar restrito ao eleitorado do presidente.

Ele afirmou ainda que a própria vice na chapa, Jane Reis, vota em Flávio Bolsonaro e disse que não vê contradição nisso porque as disputas para presidente e governador são separadas.

"Não tenham dúvida do meu apoio ao presidente Lula. Eu quero também o voto de quem vota eventualmente no Flávio Bolsonaro. Para eu ganhar a eleição, eu não posso só me restringir ao lado do Lula. [...] Meu voto é do Lula, meu apoio é do Lula, minha vice-governadora vota no Flávio Bolsonaro. Vai ter gente que vota no Flávio Bolsonaro que vota em mim. E eu quero esse voto."

Ao mesmo tempo, Paes disse que mantém a aliança com Lula e contou que conversou com o presidente na noite de terça-feira.

Segundo ele, as campanhas já estão organizando agendas conjuntas para um eventual segundo turno, com encontro e comício.

Paes disse ainda que Lula quer fazer campanha na Baixada Fluminense.

"Estamos, já estamos marcando. Vamos ter, é claro que vamos. Claro que vamos ter encontro, comício. Ele tá doido para ir para a Baixada. Desde o primeiro turno ele tá reclamando comigo que queria ir para a Baixada, diz que fez 20 bilhões de investimento e ninguém reconhece o trabalho dele na Baixada. [...] A gente não esconde aquilo que a gente é. Eu só quero que vocês entendam que eu não sou vassalo do Lula, eu não sou empregado do Lula."

Fonte: CBN

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