MundoEUA vão enviar comitiva ao Brasil para negociar minerais críticos em março
Por Redação
26/02/2026 às 10:59

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Uma comitiva dos Estados Unidos deverá vir ao Brasil em março de 2026 para participar de reuniões e negociações sobre minerais críticos e estratégicos, com foco em cooperação, possíveis investimentos e financiamento de projetos no setor. As reuniões estão previstas para começar em 16 de março na cidade de São Paulo e devem abordar temas ligados à exploração, processamento e financiamento de minerais essenciais para a tecnologia global.
A comitiva deve incluir representantes de diferentes órgãos do governo norte-americano, como o Departamento de Estado, o Departamento de Comércio e a U.S. International Development Finance Corporation (DFC) — agência de fomento que apoia investimentos em países em desenvolvimento. A presença dessas autoridades é vista como um forte sinal de interesse dos Estados Unidos em estreitar a cooperação com o Brasil no setor de minerais críticos, que são insumos essenciais para a indústria tecnológica, energias limpas e defesa.
Esses encontros devem reunir também representantes de empresas mineradoras e setores privados de ambos os países para discutir possibilidades de parcerias, potenciais financiamentos e projetos que podem trazer investimentos americanos ao Brasil. O governo brasileiro ainda avalia o nível de participação oficial nas agendas, que podem incluir fóruns e debates setoriais ao longo de uma série de eventos na capital paulista.
Minerais críticos, como lítio, nióbio, grafite, terras raras e outros elementos estratégicos, têm sido foco crescente de atenção internacional por sua importância em tecnologias como baterias, semicondutores e energias renováveis. Essas matérias-primas também são objeto de acordos recentes que o Brasil vem fazendo com outros países, como a Índia, que assinou parcerias para fortalecer a cooperação em matérias-primas essenciais e reduzir a dependência de grandes blocos econômicos tradicionais.
A movimentação diplomática ocorre em um momento em que a economia global busca cadeias de suprimentos mais seguras e diversificadas, e o Brasil, com grandes reservas desses minerais, tem se posicionado como parceiro estratégico para várias economias, incluindo os Estados Unidos.
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