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MP deve se manifestar sobre explicações da Prefeitura de SP para redução da frota de ônibus no 2º turno
MP deve se manifestar sobre explicações da Prefeitura de SP para redução da frota de ônibus no 2º turno
No domingo (25), a Justiça Eleitoral negou o pedido de prisão do secretário de Mobilidade Urbana e do presidente da SPTrans.
Por Redação
26/10/2026 às 11:50

Foto: Leonardo Zvarick/CBN
O Ministério Público deve se manifestar sobre os esclarecimentos enviados pela Prefeitura de São Paulo à Justiça Eleitoral a respeito das denúncias de redução da frota de ônibus na cidade neste domingo (25). O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo informou que recebeu as informações e foi aberta vista ao Ministério Público para manifestação.
No domingo (25), o juiz Tiago Ducatti Lino Machado, da Primeira Zona Eleitoral de São Paulo, negou o pedido feito pela campanha do presidente Lula de prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte da cidade de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.
A federação composta pelos partidos PT, PCdoB e PV alegou descumprimento da decisão da Justiça e denunciou que a cidade operou com 60% da frota de ônibus. Porém, o juiz apontou falta de provas concretas e afirmou que o Ministério Público Eleitoral também se manifestou de forma contrária ao requerimento.
Um levantamento do portal g1 com base nos dados do BusInfo, um aplicativo de mobilidade urbana da iniciativa privada, mostrou que 71% da frota de ônibus municipais estava em circulação em São Paulo na tarde de domingo (25).
SP: vídeos mostram Terminal Santana com ônibus parados
A passageira Pamela Cristina, por exemplo, esperou mais de uma hora por um ônibus no Terminal Santana, na Zona Norte:
"Cheguei a pensar em desistir porque eu sou de Guarulhos e eu voto aqui na zona norte de São Paulo e foi bem difícil chegar até o Armênia, chegar aqui em Santana, no Armênia, vim até para Santana, Santana outro transporte demorou bastante. Só para vir em média entre 1 hora e 1/2."
Durante votação em São Paulo, Nunes afirmou que estava cumprindo a decisão da Justiça, mas chamou de equivocada. Ele disse que a medida foi tomada em cima da hora. Mais tarde ao chegar em Brasília para acompanhar a apuração com Flávio Bolsonaro, o prefeito afirmou que a quantidade de ônibus foi superior à demanda de passageiros:
"Não houve em nenhum local da cidade, nenhum local da cidade, falta de ônibus. Nós tivemos uma quantidade de ônibus superior à demanda necessária. E isso aí eu tenho uma vasta comprovação, são mais de 200 vídeos e fotos em vários cantos da cidade, demonstrando que a gente não tinha pontos lotados, os terminais estavam vazios, os ônibus vazios."
Em nota, a administração municipal informou que o número de lugares disponibilizados para os dois turnos — de 8 milhões de lugares em cada uma das duas etapas da eleição — foi programado e informado antecipadamente a órgãos técnicos e também à Justiça Eleitoral.
A SPTrans afirmou ter registrado, no primeiro turno, 3,4 milhões de passageiros, 57% a menos que o número de lugares à disposição. A Prefeitura disse que, ainda assim, atendendo ao pedido do TRE, determinou no sábado (24) às concessionárias para colocarem 100% da frota nas ruas.
Fonte: CBN
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