Home
/
Notícias
/
Justiça
/
Moraes determina apreensão de bens de ex-secretário apontado como fonte de jornalista em investigação sobre Dino
Moraes determina apreensão de bens de ex-secretário apontado como fonte de jornalista em investigação sobre Dino
Por Redação
11/08/2026 às 07:51
Atualizado em 13/08/2026 às 06:41

Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (11) uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. Segundo a decisão, Cutrim é apontado pela Polícia Federal como uma das fontes do jornalista Luís Pablo, que publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais envolvendo o ministro Flávio Dino e familiares.
A medida foi solicitada pela Polícia Federal e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação também alcançou Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário municipal de São Luís, que, segundo a decisão, também teria atuado como fonte do jornalista.
Investigação começou após reportagens sobre Dino
O caso teve origem em reportagens publicadas por Luís Pablo sobre veículos utilizados na segurança de Flávio Dino e de seus familiares no Maranhão. Em março, o próprio jornalista já havia sido alvo de uma operação autorizada por Moraes, com apreensão de equipamentos eletrônicos.
A investigação busca esclarecer se houve monitoramento considerado ilegal dos deslocamentos de Dino e se informações relacionadas à segurança do ministro foram obtidas e repassadas de maneira irregular.
Segundo a decisão divulgada nesta terça-feira, a PF teria identificado Cutrim como fonte das informações após analisar dados obtidos na investigação envolvendo o jornalista. A defesa de Cutrim confirmou a operação e questionou a condução da apuração.
Defesa critica investigação
O advogado de Raimundo Cutrim, José Berilo de Freitas Leite, afirmou que a investigação estaria concentrada na identificação das fontes do jornalista, enquanto as denúncias que deram origem às reportagens não estariam sendo devidamente apuradas.
Entidades ligadas ao jornalismo também manifestaram preocupação com a investigação, especialmente em relação à proteção do sigilo da fonte, que é uma garantia prevista na Constituição Federal.
A investigação, contudo, ainda está em andamento. Ser alvo de busca e apreensão ou ser apontado como fonte não significa condenação ou comprovação de crime. As autoridades ainda deverão analisar os materiais recolhidos e esclarecer a eventual responsabilidade dos envolvidos.
O caso ganhou repercussão nacional por envolver dois ministros do STF — Alexandre de Moraes e Flávio Dino — e por levantar um debate sobre os limites da investigação criminal, segurança de autoridades e proteção das fontes jornalísticas.
Relacionadas
Mendonça diz que levará novos elementos do caso Master ao plenário do STF
01/09/2026 às 16:08
Por Redação
Moraes editou contrato de R$ 130 milhões entre Vorcaro e escritório da esposa
01/09/2026 às 15:58
Por Redação
PF encontra mensagens de Vorcaro supostamente enviadas a Moraes antes de prisão
01/09/2026 às 15:43
Por Redação



