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Mendonça substitui prisão de empresário investigado nas fraudes do INSS por domiciliar

Mendonça substitui prisão de empresário investigado nas fraudes do INSS por domiciliar

Maurício Camisotti foi preso pela Polícia Federal em setembro de 2025, junto com Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como “Careca do INSS”.

Por Redação

06/11/2026 às 08:36

André Mendonça, ministro do STF

Foto: Victor Piemonte/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a prisão preventiva do empresário Maurício Camisotti, investigado nas fraudes do INSS, seja substituída por prisão domiciliar.

Camisotti foi preso pela Polícia Federal em setembro de 2025, junto com Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como “Careca do INSS”.

O empresário é apontado como um dos líderes do esquema de descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas.

Ele também é investigado por atuar como sócio oculto de uma entidade e por receber recursos das fraudes.

A decisão de André Mendonça ainda está sob sigilo.

O ministro atendeu a um pedido da defesa e determinou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados.

Mendonça entendeu que houve excesso de prazo na prisão e que os motivos que justificaram a medida já não permanecem.

Em nota, a defesa de Camissoti afirmou que a decisão demonstra que a prisão preventiva não se justifica mais.

Os advogados também disseram que o empresário não tentou atrapalhar as investigações.

Camisotti chegou a negociar um acordo de delação premiada, mas a Procuradoria-Geral da República pediu ajustes na proposta.

Ele foi preso no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes envolvendo associações e entidades que ofereciam serviços a aposentados.

Segundo a investigação, essas organizações cadastravam beneficiários sem autorização e usavam assinaturas falsas para descontar mensalidades diretamente dos benefícios pagos pelo INSS.

O prejuízo causado entre 2019 e 2024 pode chegar a mais de 6 bilhões de reais.

Fonte: CBN

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