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Marcelino Galo confirma resolução interna do PT por chapa com Jerônimo, Wagner e Rui ao Senado

Marcelino Galo confirma resolução interna do PT por chapa com Jerônimo, Wagner e Rui ao Senado

Por Redação

09/01/2026 às 08:00

Imagem de Marcelino Galo confirma resolução interna do PT por chapa com Jerônimo, Wagner e Rui ao Senado

Foto: Evilásio Júnior

O líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelino Galo, confirmou haver uma resolução interna do Partido dos Trabalhadores que aponta para a formação da chamada “chapa dos três governadores” em 2026, com Jerônimo Rodrigues candidato à reeleição, Jaques Wagner Rui Costa na disputa pelas duas vagas ao Senado.

Em entrevista à Metropolitana FM 100,7, o petista afirmou que a definição não é fruto de voluntarismo político, mas de uma necessidade estratégica nacional, diante da dificuldade enfrentada pelo presidente Lula para governar sem maioria no Congresso, especialmente no Senado.

“O PT já tinha tomado essa posição. É uma resolução interna que a chapa seria essa chapa. Nós temos que pensar não só no Estado da Bahia, mas no Brasil como um todo”, afirmou.

Segundo o parlamentar, o avanço da extrema-direita no Senado e o histórico recente de ameaças institucionais tornam indispensável a eleição de senadores alinhados ao projeto do governo federal.

“O Senado é fundamental. Veja o que aconteceu no 8 de janeiro e a estratégia da extrema-direita de ocupar o Senado. Nós precisamos ter maioria para garantir governabilidade e proteger a democracia”, disse.

Resolução existe, mas comando é de Jerônimo

Questionado se a resolução interna já torna a chapa definitiva, Galo ponderou que, embora a posição do partido esteja consolidada, quem comanda o processo sucessório na Bahia é o governador Jerônimo Rodrigues.

“O partido se manteve discreto porque quem conduz esse processo é o governador. Se ele entender que, estrategicamente, o senador Coronel deve ocupar o Senado, tudo bem. Mas não é isso que nós achamos como o melhor”, explicou.

O líder petista reforçou que a preferência do PT se baseia em dados concretos, como pesquisas eleitorais e a trajetória política dos nomes colocados.

“O povo praticamente já definiu nas pesquisas quem são os senadores da Bahia, e nós não vamos negar isso”, afirmou, ao defender as candidaturas de Wagner e Rui.

Coronel, vice e diálogo

Sobre o desconforto do senador Angelo Coronel (PSD) diante da possibilidade de ser deslocado da disputa ao Senado, Marcelino Galo adotou um tom conciliador, mas deixou claro que o partido não pretende recuar da estratégia.

“Nós não vamos desrespeitar o senador Coronel. É preciso muito diálogo, muita paciência. É natural que, em um primeiro momento, ele se exalte, mas com conversa a gente chega a um bom termo”, disse.

Para o deputado, uma eventual composição com a vice-governadoria ainda pode ser uma alternativa dentro de um projeto vitorioso.

“Ocupar uma vice em uma chapa vitoriosa é algo muito importante. Tenho certeza de que vamos chegar a um entendimento”, completou.

Uma reunião entre Rui, Coronel e o deputado federal Diego Coronel é aguardada para os próximos dias, para tentar convencer o senador a indicar o filho para ser o vice na composição

Governabilidade e maioria no Senado

Ao ser questionado se haveria influência direta do presidente Lula na construção da chapa, Galo respondeu que o que pesa é a realidade política e a experiência acumulada pelo PT ao longo dos últimos governos.

“Não é dedo de Lula, é a necessidade política. O PT governou pagando um preço muito alto por não ter maioria. Nós não podemos vacilar”, afirmou.

O deputado lembrou que o partido já abriu mão de espaços ao longo dos anos para manter alianças amplas, mas que o momento exige firmeza.

“O PT foi muito generoso. Já teve 14 deputados e hoje tem nove por conta das alianças. Não existe isso de hegemonia ou sangue puro. O que existe é responsabilidade política”, disse.

Para Marcelino Galo, o objetivo central é garantir uma base sólida para Lula no Senado e evitar que o governo fique refém de pautas que ameacem a democracia.

“O que eles querem é maioria no Senado para tentar impeachment de ministro do Supremo. Isso é estratégico. Lula precisa assumir com maioria no Senado”, concluiu.

Primeiro suplente do PT na Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado permanecerá no mandato até o dia 31 de janeiro, assim como o colega de bancada Radiovaldo Costa, em razão do retorno dos atuais secretários Osni Cardoso (Desenvolvimento Rural) e Neusa Cadore (Políticas para as Mulheres), que reassumem as cadeiras na Casa para disputar a reeleição.

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