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Lula muda estratégia para segundo turno e aposta em redes, viagens e ofensiva contra Flávio Bolsonaro

Lula muda estratégia para segundo turno e aposta em redes, viagens e ofensiva contra Flávio Bolsonaro

Presidente reúne parlamentares eleitos e aliados nesta quarta-feira; campanha quer reduzir diferença em São Paulo e Minas Gerais, ampliar votação no Nordeste e estuda propor mudanças na escolha de ministros do STF

Por Redação

07/10/2026 às 13:21

Presidente Lula vota em São Bernardo do Campo, São Paulo

Foto: Rodilei Morais/Fotoarena/Agência O Globo

O presidente Lula anuncia nesta quarta-feira (7) mudanças na estratégia da campanha para o segundo turno das eleições. Em reunião com deputados e senadores eleitos pelo PT e partidos aliados, o presidente busca ampliar a mobilização nas redes sociais e nas ruas, intensificar o discurso contra Flávio Bolsonaro e organizar uma nova rodada de viagens pelo país.

Uma das prioridades é aumentar o engajamento digital de lideranças políticas e da militância. Orientado pelo governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, Lula já gravou um vídeo em formato de selfie convocando apoiadores contra o que chamou de “retrocesso”. A campanha também pretende associar uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro a riscos para programas sociais, como Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular.

As primeiras viagens de Lula nesta nova fase da campanha devem ocorrer ainda no fim desta semana. O objetivo é diminuir a diferença de votos em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país, e ampliar a vantagem do presidente no Nordeste. Segundo o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, a campanha vê espaço para crescimento especialmente em Ceará, Maranhão, Pernambuco e Bahia.

“Diminuir a diferença em São Paulo e Minas, aumentar Ceará, Maranhão, Pernambuco e Bahia. São estados que podem aumentar 2%, 3%, 4%”, afirmou Guimarães.

Outra frente estudada pela campanha é uma proposta de reforma do Judiciário. Lula voltou a defender a criação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal e mudanças no modelo de escolha dos integrantes da Corte. Uma das possibilidades em discussão é retirar do presidente da República a prerrogativa exclusiva de indicar ministros e estabelecer algum tipo de participação da sociedade no processo. A proposta ainda está sendo discutida com juristas e não há consenso entre os aliados. A intenção de Lula de rever o atual modelo de indicação ao STF também foi confirmada pelo presidente do PT, Edinho Silva.

A campanha também quer usar parlamentares com forte presença digital para tentar reduzir a abstenção e conquistar eleitores mais jovens. Uma das participantes da reunião é Ana Elisa (PT-MG), deputada federal eleita aos 21 anos depois de uma campanha com forte atuação nas redes sociais.

“Estamos fazendo uma construção de comunicação para o presidente Lula, com a equipe de comunicação dele. Todo mundo se mostrou muito aberto às minhas ideias, por entender que a minha votação foi muito expressiva pelas redes sociais”, afirmou Ana Elisa. Segundo ela, o resultado das eleições mostrou à esquerda que “a rede social elege”.

No campo das alianças, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, mantém conversas com dirigentes de outras legendas em busca de novos apoios para Lula. Entre eles está o presidente do Republicanos, Marcos Pereira. O partido deve definir nesta quarta-feira sua posição no segundo turno. Edinho também mantém articulações com lideranças de PSD, Avante, União Brasil e PP.

Fonte: CBN

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