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PF pede ao STF abertura de terceiro inquérito para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

PF pede ao STF abertura de terceiro inquérito para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Por Redação

04/08/2026 às 06:38

Imagem de PF pede ao STF abertura de terceiro inquérito para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Foto: Arquivo

A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A nova investigação apura suspeitas de tráfico de influência em benefício de empresas com as quais o empresário manteria relações comerciais. O pedido foi protocolado no STF e, após distribuição por sorteio, ficou sob relatoria do ministro Flávio Dino, que decidirá se autoriza ou não a abertura formal do inquérito.

Segundo a Polícia Federal, os fatos investigados não possuem relação direta com os dois inquéritos já em andamento contra Lulinha, motivo pelo qual foi solicitada uma nova apuração específica. Os detalhes do suposto esquema permanecem sob sigilo.

Terceira investigação

Caso o pedido seja aceito pelo STF, este será o terceiro inquérito envolvendo o filho do presidente. Os dois primeiros foram autorizados pelo ministro André Mendonça e investigam suspeitas de tráfico de influência relacionadas a contratos envolvendo o Ministério da Saúde e a Dataprev. As investigações apuram se houve eventual uso da proximidade com integrantes do governo federal para favorecer empresas privadas. Até o momento, não há acusação formal nem denúncia apresentada pelo Ministério Público.

A Polícia Federal afirma ter identificado elementos que justificam uma investigação separada sobre novos fatos, distintos daqueles já apurados nos inquéritos anteriores.

Defesa contesta pedido

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer irregularidade e afirma que o empresário jamais utilizou influência política para beneficiar empresas ou obter vantagens junto ao governo federal. Os advogados também criticaram a abertura de sucessivas investigações e classificaram a medida como uma tentativa de ampliar as apurações sem a existência de provas suficientes.

Segundo os representantes de Lulinha, o empresário pretende colaborar com as autoridades e apresentar esclarecimentos caso o Supremo autorize a abertura do novo inquérito.

Decisão caberá ao STF

Agora, caberá ao ministro Flávio Dino analisar o pedido da Polícia Federal. O magistrado poderá autorizar a abertura da investigação, solicitar informações adicionais ou rejeitar o requerimento caso entenda que não há elementos suficientes para a instauração do inquérito.

A abertura de um inquérito representa apenas o início da apuração dos fatos e não significa que o investigado seja culpado. Eventual responsabilização dependerá da produção de provas, da atuação do Ministério Público e de decisão da Justiça ao longo do processo.

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