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Impedimento semiautomático estreia no Brasileirão com cinco checagens e média de 47 segundos

Impedimento semiautomático estreia no Brasileirão com cinco checagens e média de 47 segundos

Por Henrique Spínola

28/07/2026 às 18:54

Imagem de Impedimento semiautomático estreia no Brasileirão com cinco checagens e média de 47 segundos

Foto: Fábio Souza/ CBF

O Campeonato Brasileiro passou a contar oficialmente com uma nova ferramenta tecnológica na arbitragem. O impedimento semiautomático (SAOT) fez sua estreia na competição neste fim de semana e foi acionado em cinco lances durante a rodada, com tempo médio de análise de 47 segundos.

A tecnologia, que já é utilizada em grandes competições internacionais, chegou ao Brasileirão com a promessa de reduzir o tempo das revisões do VAR e aumentar a precisão das marcações de impedimento. A demora nas análises era uma das principais críticas feitas por clubes, jogadores e torcedores ao sistema tradicional de vídeo arbitragem.

Como funciona o impedimento semiautomático

O sistema utiliza câmeras de alta velocidade instaladas nos estádios para acompanhar a posição dos jogadores em campo. A tecnologia identifica automaticamente o momento exato do passe e a posição dos atletas, enviando as informações para auxiliar a equipe de arbitragem responsável pelo VAR.

A ferramenta não substitui o árbitro, mas funciona como um apoio para a tomada de decisão. A palavra final continua sendo da equipe de arbitragem da partida.

Primeiros testes no Brasileirão

Na estreia, o sistema foi utilizado em partidas como Santos x Chapecoense, Flamengo x São Paulo, Bahia x Corinthians e Remo x Vitória. Entre os lances analisados, houve situações em que gols foram confirmados e outros anulados após a checagem tecnológica.

Um dos pontos positivos destacados foi a velocidade das análises. O tempo médio de 47 segundos foi considerado satisfatório pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), principalmente quando comparado às revisões mais longas que marcaram o início do VAR no futebol brasileiro.

Tecnologia ainda divide opiniões

Apesar da aprovação inicial, especialistas apontam que o impedimento semiautomático não elimina completamente as polêmicas do futebol. Alguns lances continuam dependendo da interpretação humana, principalmente em situações envolvendo participação do jogador na jogada e interferência no lance.

A expectativa é que, com o uso contínuo da ferramenta, árbitros e equipes técnicas aprimorem o funcionamento do sistema ao longo da competição.

Brasileirão entra em nova fase tecnológica

A chegada do SAOT representa mais um avanço tecnológico no futebol brasileiro, seguindo uma tendência adotada por competições internacionais como Copa do Mundo e torneios organizados pela FIFA.

A CBF avalia que a novidade pode tornar as partidas mais dinâmicas e dar maior transparência às decisões da arbitragem, reduzindo o impacto das longas paralisações durante os jogos.

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