Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas em novo pacote de crédito
Por Redação
07/04/2026 às 21:06

Foto: Washington Costa/MF
O governo federal estuda permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas como parte de um novo pacote de crédito voltado à redução do endividamento das famílias brasileiras.
A proposta foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (7), mas ainda está em fase de análise e não tem formato definido.
Medida ainda está em discussão
Segundo o ministro, a ideia está sendo debatida junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, que avalia possíveis impactos no fundo. O uso do FGTS dependerá de estudos técnicos e da viabilidade econômica da medida.
“Se acharmos que é razoável para financiamento de dívidas, isso vai ser admitido”, afirmou Durigan.
Pacote para reduzir endividamento
A iniciativa faz parte de um pacote mais amplo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca reduzir o alto nível de endividamento no país e ampliar o acesso ao crédito.
O programa deve priorizar:
- Famílias de baixa renda
- Trabalhadores informais
- Microempreendedores individuais (MEIs)
- Pequenas empresas
Entre as medidas em estudo estão:
- Descontos de até 80% nas dívidas
- Juros mais baixos em renegociações
- Uso de garantias da União para facilitar acordos com bancos
Tipos de dívidas incluídas
O plano deve abranger principalmente dívidas com juros elevados, como:
- Cartão de crédito
- Cheque especial
- Empréstimos pessoais
A ideia é permitir que essas dívidas sejam substituídas por novas condições mais acessíveis, reduzindo o risco de inadimplência.
Outras medidas em análise
O governo também discute ações para evitar novo endividamento, incluindo:
- Possíveis restrições ao uso de apostas online por beneficiários
- Migração de dívidas caras para linhas de crédito mais baratas
Além disso, o programa pode atender até pessoas que não estão inadimplentes, mas que têm grande parte da renda comprometida.
Cenário de endividamento no Brasil
O debate ocorre em meio a um cenário preocupante: mais de 80% das famílias brasileiras têm algum tipo de dívida, e cerca de um terço está com pagamentos em atraso.
Diante disso, o governo tenta criar um modelo mais simples e eficiente que iniciativas anteriores de renegociação.
Próximos passos
Apesar do avanço nas discussões, o pacote ainda não foi fechado. A expectativa é que o governo anuncie as medidas finais nos próximos dias, após concluir negociações com bancos e órgãos envolvidos.
Fonte: Metro1
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