Flávio lidera primeiro turno em MG com 48,43% contra 43,33% de Lula
Na disputa presidencial por municípios, Lula liderou em 452 cidades mineiras, enquanto Flávio Bolsonaro ficou na frente em 401 municípios.
Por Redação
05/10/2026 às 14:58

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo e Marina Uezima/Brazil Photo Press/Agencia O Globo
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, ficou em primeiro lugar no primeiro turno em Minas Gerais. Ele teve 48,43% dos votos válidos contra 43,33% de Lula, do PT. Os índices foram semelhantes ao resultado do primeiro turno em 2022, porém, pelo lado inverso. Naquela ocasião, Lula teve 48,29% dos votos, enquanto Jair Bolsonaro, pai de Flávio, havia conquistado 43,6% dos votos válidos.
Na disputa presidencial por municípios, Lula liderou em 452 cidades mineiras. Já Flávio Bolsonaro ficou na frente em 401 municípios. A vantagem de Flávio se explica porque o liberal venceu em seis dos sete maiores colégios eleitorais do estado, incluindo Belo Horizonte, onde ele teve 48,03% dos votos, e Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro, onde ele superou os 50%. Entre as cidades com mais de 200 mil eleitores, apenas em Juiz de Fora, na zona da mata, Lula foi vencedor.
O resultado em Minas foi ainda mais favorável ao Partido Liberal do que nacionalmente. O primeiro turno terminou no Brasil com Flávio marcando 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. Desde 1989, quando foram realizadas as primeiras eleições diretas após a redemocratização, o vencedor no estado vence no país.
Em entrevista ao CBN BH desta segunda-feira (5), o cientista político Rudá Ricci, analisou os números. Segundo ele, apesar da derrota em 2022, o bolsonarismo se manteve vivo e deu vantagem a Flávio.
“O bolsonarismo perdeu a eleição da presidente para Lula em 2022, mas ele não morreu. Pelo contrário, politicamente ele continuou muito forte. O Flávio Bolsonaro não é uma pessoa que angaria muitos votos, mas o bolsonarismo, sim. Então, a primeira questão é que ele já saiu em Minas Gerais com uma projeção muito importante”, disse.
Rudá afirmou ainda que um novo fenômeno observado em 2026 foi quantidade de senadores ligados ao bolsonarismo eleitos, apesar de muitos deles terem sido ligados ao escândalo do Banco Master:
“Todos os candidatos ao Senado que falaram o tempo inteiro, principalmente no final, que irão abrir o impeachment dos ministros da STF, todos se elegeram. Mas todos os que tiveram políticos envolvidos no Banco Master se elegeram, com exceção de dois. Houve uma capacidade de galvanizar o interesse do eleitor com a ofensiva. Eles diziam que o ataque a eles era apenas uma tentativa de inibí-los e que eles não seriam inibidos. Esse discurso calou fundo no eleitor”.
Em relação às abstenções, que o PT aponta como um fator para a virada de Flávio, Minas Gerais manteve a estabilidade, com uma leve alta no índice. Neste domingo (4), 22,82% dos eleitores não compareceram às urnas. Em 2022, foram 22,29%. Os votos em branco somaram 2,12% nulos, 3,11%.
Fonte: CBN
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