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Flávio Bolsonaro sinaliza a empresários que poderá rever fim da escala 6x1 se for eleito

Flávio Bolsonaro sinaliza a empresários que poderá rever fim da escala 6x1 se for eleito

O candidato disse aos empresários que pretende acompanhar os efeitos da mudança.

Por Redação

14/10/2026 às 17:23

Senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL

Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Agencia O Globo

Flávio Bolsonaro sinalizou a empresários que o fim da escala 6x1, caso seja aprovado pelo Congresso, poderá ser revisado em um eventual governo dele, a depender dos impactos da medida sobre o emprego e a economia.

A sinalização ocorreu principalmente durante conversas realizadas nessa terça-feira (13) com representantes da indústria, do comércio e do agronegócio, em um encontro em São Paulo.

Flávio também conversou por telefone com empresários preocupados com a mudança. As conversas ocorreram após ele anunciar que votará a favor da proposta, depois de meses fazendo críticas à apreciação do tema em ano eleitoral.

Segundo apuração, Flávio disse aos empresários que pretende acompanhar os efeitos da mudança, principalmente sobre as contratações e os custos das empresas.

A preocupação é que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários e com a garantia de dois dias de descanso por semana, atrapalhe movimentação econômica.

A avaliação da equipe de Flávio é que alguns setores podem ter mais dificuldades para se adaptar, especialmente aqueles que funcionam também aos fins de semana.

Uma possibilidade que já vem sendo ventilada nos bastidores é a de que, em um eventual governo Flávio Bolsonaro, o Planalto envie ao Congresso projetos com regras específicas para determinadas categorias profissionais.

A discussão, porém, ainda é preliminar, e não há definição sobre como essas mudanças seriam implementadas.

Até a semana passada, Flávio defendia uma proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho, que permite a contratação por horas trabalhadas e amplia a negociação entre patrões e empregados, sem obrigar a redução da jornada.

Agora, ele mudou a rota e passou a defender a proposta do governo Lula, mas também tenta tranquilizar empresários ao sinalizar que poderão ser discutidos ajustes no futuro

Se a PEC for promulgada, qualquer alteração dependerá de uma nova tramitação e de nova aprovação pelo Congresso.

Fonte: CBN

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