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Disputa interna na oposição: novos nomes para AL-BA geram desconforto em redutos eleitorais na Bahia
Disputa interna na oposição: novos nomes para AL-BA geram desconforto em redutos eleitorais na Bahia
Por Redação
17/04/2026 às 06:36

Foto: Divulgação
A articulação política para as eleições de 2026 na Bahia já começa a gerar tensões dentro da própria oposição. Lideranças ligadas ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, enfrentam dificuldades na montagem da chapa para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), diante do lançamento de novos pré-candidatos em redutos eleitorais já consolidados.
Deputados estaduais têm demonstrado insatisfação com a entrada de novos nomes em cidades estratégicas como Salvador, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista e Teixeira de Freitas. Esses locais são considerados bases eleitorais importantes, e a chegada de novos concorrentes é vista como uma ameaça direta à reeleição de parlamentares com mandato.
Um dos principais exemplos ocorre em Vitória da Conquista, onde a prefeita Sheila Lemos lançou a pré-candidatura do marido, Wagner Lemos. A movimentação pegou de surpresa o deputado Tiago Correia, que tem forte atuação política no município e já demonstrou incômodo com a situação.
Em Lauro de Freitas, outro foco de tensão envolve o ex-candidato à prefeitura Antônio Rosalvo, que deve disputar espaço político com o deputado Pedro Tavares. Apesar disso, Tavares conta com o apoio da prefeita Débora Régis para manter sua base eleitoral.
Já em Salvador, o lançamento da pré-candidatura de Igor Dominguez, ligado ao grupo do prefeito Bruno Reis, também tem causado desconforto entre deputados estaduais. Parlamentares com forte votação na capital temem perda de espaço no maior colégio eleitoral do estado.
Além disso, há relatos de tensão até mesmo em disputas para cargos federais, com lideranças políticas irritadas com possíveis candidaturas que podem fragmentar votos dentro da própria base oposicionista.
O cenário evidencia um desafio comum em anos eleitorais: equilibrar a entrada de novos nomes sem enfraquecer lideranças já estabelecidas. A falta de consenso pode impactar diretamente o desempenho da oposição nas eleições de 2026.
Fonte: Bahia Notícias
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