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Direita aprendeu antes a dialogar com jovens nas redes sociais, afirma Guilherme Cortez (PSOL)

Direita aprendeu antes a dialogar com jovens nas redes sociais, afirma Guilherme Cortez (PSOL)

Deputado federal eleito pelo PSOL afirma que a direita saiu na frente na comunicação com os jovens pelas redes sociais, mas diz que a esquerda começou a equilibrar essa disputa.

Por Redação

06/10/2026 às 09:59

Deputado federal eleito por São Paulo Guilherme Cortez (PSOL)

Foto: Reprodução/Redes sociais

O deputado federal eleito por São Paulo Guilherme Cortez (PSOL) afirmou, em entrevista ao Jornal da CBN, que a eleição de parlamentares mais jovens reflete uma disputa entre direita e esquerda pela representação política de uma nova geração. Segundo ele, a direita aprendeu antes a se comunicar pelas redes sociais, enquanto a esquerda demorou mais para dialogar com esse público, mas começou a reduzir essa diferença nas eleições deste ano.

'A direita tem acertado na forma, por qual meio, que é a rede social, principalmente, e no conteúdo. Por mais que eu discorde do conteúdo deles plenamente, eu reconheço que eles têm se proposto a falar sobre anseios, insatisfações, problemas legítimos dessa geração, discordo do resultado que eles apresentam. Eu acho que na esquerda, embora ainda em menor número, quem mais se destacou nas eleições foram as figuras que também tentam percorrer esse caminho'.

Para o parlamentar, a esquerda precisa falar mais diretamente sobre os problemas enfrentados pelos jovens, como o alto custo da moradia, a precarização do trabalho, a escala 6x1, o acesso à cultura, à universidade e os impactos das mudanças climáticas.

'São preocupações de uma geração com o seu custo de vida, com a sua perspectiva de futuro, das mais variadas, que vão desde o acesso à cultura, até o meio ambiente, até as relações de trabalho, que se nós da esquerda não formos capazes de falar, de deixar só a direita falando sobre esses temas, a gente vai perder essa disputa'.

Ele também demonstrou confiança na recuperação da candidatura de Lula no segundo turno e afirmou que pretende atuar para ampliar o diálogo com o eleitorado jovem.

'A gente sabia que seria uma eleição difícil. Ao mesmo tempo, eu tenho plena convicção de que o Lula não vai perder para um Bolsonaro pior'.

Fonte: CBN

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