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Derrota de Flávio Bolsonaro muda cenário da disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do RJ
Derrota de Flávio Bolsonaro muda cenário da disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do RJ
Na disputa, quem deve perder força é o deputado Anderson Moraes (PL) ligado à família Bolsonaro. Ele era favorito. Guilherme Delaroli (PL) segue firme na briga. Na outra ponta, quem ganha espaço é o deputado estadual eleito André Ceciliano (PT).
Por Redação
27/10/2026 às 11:15

Foto: Foto: Octacílio Barbora/Divulgação/Alerj
Depois da derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Lula, do PT, no 2° turno da eleição presidencial, deputados já começam as articulações para o comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Na disputa, quem deve perder força é o deputado Anderson Moraes (PL) ligado à família Bolsonaro. Ele era favorito para o cargo de presidente da Casa.
O atual vice-presidente Guilherme Delaroli (PL) segue firme forte na briga pelo legislativo fluminense. E, na outra ponta, quem ganha espaço nesse cenário é o deputado estadual eleito André Ceciliano (PT).
Há a expectativa de que o governador eleito Douglas Ruas, atual presidente da Alerj, faça uma reunião, em breve, com deputados para discutir a sucessão. Vale lembrar que em outros momentos conturbados pra política do estado, Delaroli e Ceciliano já presidiram a Casa.
Delaroli ficou no cargo entre dezembro de 2025 e abril deste ano. Ele substituiu Rodrigo Bacellar (sem partido), preso pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne. Bacellar foi acusado de vazar informações sobre uma ação da polícia para prender o então deputado TH Joias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho.
Segundo fontes ouvidas pela CBN, o Bruno Delaroli "é candidatíssimo" por conta do período de cerca de quatro meses em que ficou à frente da Casa, inclusive na eleição do Douglas Ruas. "Delaroli é elogiado por todas as vertentes ideológicas pela forma equilibrada com a qual conduziu o Parlamento."
Já Ceciliano assumiu a Alerj em 2019 depois da prisão do então presidente Jorge Picciani (MDB) naquela operação Cadeia Velha. Uma ação da PF que investigou esquema de distribuição de propinas para deputados estaduais em troca de decisões favoráveis a empresários do setor de transporte público pelos anos 1990.
Nos corredores da Casa, é esperado que ele só saia candidato com consenso entre siglas de esquerda e de parte da centro-direita, inclusive de integrantes do PL e do PSD.
O deputado Luiz Paulo (PSD) diz que a bancada vai fazer uma discussão pra decidir sobre quem apoiar. Ele também disse que o partido se reúne em 11 de novembro para debater a próxima legislatura.
Fonte: CBN
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