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Derrite defende troca na presidência do Senado e cita Rogério Marinho e Tereza Cristina

Derrite defende troca na presidência do Senado e cita Rogério Marinho e Tereza Cristina

Em entrevista ao CBN São Paulo, o senador eleito também abordou a revisão do pacto federativo, pautas ligadas à segurança pública e o fim da escala 6x1.

Por Redação

05/10/2026 às 11:47

Deputado Guilherme Derrite (PP-SP)

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O senador eleito por São Paulo, Guilherme Derrite (PP), afirmou em entrevista ao CBN São Paulo nesta segunda-feira (5) que uma de suas prioridades no Congresso será a eleição de uma nova presidência para o Senado. Segundo ele, antes de discutir pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), é necessário substituir o atual comando da Casa.

"Não é razoável a gente ter 109 pedidos de impeachment de ministro da Suprema Corte sendo engavetados pelo Davi Alcolumbre. Então, a gente vai lutar muito para primeiro trocar a presidência do Senado Federal. O senhor defende algum nome específico? Rogério Marinho? Rogério Marinho, com certeza absoluta. E até um outro nome que é espetacular também, que é a Tereza Cristina."

Segurança e pacto federativo

O senador eleito também disse que suas prioridades serão a segurança pública e a revisão do pacto federativo. Na avaliação dele, São Paulo contribui com uma parcela elevada da arrecadação federal, mas recebe de volta menos recursos do que deveria.

"Senador de São Paulo, não tem como a gente não falar sobre a revisão do pacto federativo. O pagador de impostos de São Paulo contribui com cerca de 40% dos tributos federativos regionalizados e retorna para o estado de São Paulo 17,6%. Eu não tenho nada contra nenhum outro estado, muito pelo contrário, mas São Paulo fez a lição de casa, historicamente."

Bets e fim da escala 6x1

Derrite ainda ressaltou ser favorável à proibição das apostas online, conhecidas como bets, e criticou o governo Lula por defender o fim de um modelo que, segundo ele, foi regulamentado pela própria gestão petista.

Sobre o debate em torno do fim da escala 6x1, o parlamentar disse apoiar a ampliação do tempo de descanso dos trabalhadores, mas condicionou qualquer mudança à redução da carga tributária sobre empresas.

"É óbvio que eu sou a favor de que o empregado, o trabalhador, tenha mais tempo livre, tenha mais tempo de folga. Mas, se isso não vier acompanhado de redução de impostos, a gente vai destruir centenas e milhares de vagas de trabalho."

Fonte: CBN

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