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Após 1º turno, decisões de Moraes e Gilmar passam a ser vistas como acenos ao eleitor de direita
Após 1º turno, decisões de Moraes e Gilmar passam a ser vistas como acenos ao eleitor de direita
Ao menos quatro decisões recentes envolveram nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Por Redação
07/10/2026 às 08:52
Atualizado em 07/10/2026 às 11:27

Foto: Alejandro Zambrana/STF e Gustavo Moreno/SCO/STF
Após o resultado das urnas no primeiro turno, decisões dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes passaram a ser interpretadas como acenos ao eleitorado da direita. Foram pelo menos quatro episódios envolvendo nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Débora do Batom vai para o semiaberto
O primeiro foi a decisão de Alexandre de Moraes que concedeu a progressão para o regime semiaberto a Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”.
Ela foi condenada a 14 anos de prisão por crimes relacionados aos atos de 8 de Janeiro.
Débora ficou conhecida por escrever, com batom, a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, em frente ao STF.
Depois da condenação, ela passou a ser utilizada por bolsonaristas como símbolo da avaliação de que as penas impostas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro teriam sido exageradas.
Flávio Bolsonaro pede para visitar o pai
O segundo episódio também envolve Moraes e o pedido para que o senador Flávio Bolsonaro possa visitar o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Moraes encaminhou o pedido para manifestação da Procuradoria-Geral da República. No mesmo dia, a PGR afirmou que não se opõe à visita.
No parecer, a Procuradoria destacou que não há fatos novos que indiquem descumprimento das condições impostas a Bolsonaro ou necessidade de manter a restrição.
A decisão final ainda cabe a Moraes, mas o ministro costuma seguir o entendimento da PGR em suas decisões.
Investigação contra Marcos do Val é arquivada
O terceiro episódio foi o arquivamento da investigação contra o senador Marcos do Val, os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio.
Moraes acolheu o parecer da PGR, que avaliou que as provas reunidas não eram suficientes para sustentar uma denúncia pelos crimes investigados.
A Polícia Federal havia indiciado os quatro por suspeita de obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime.
Gilmar encerra apuração sobre Alfredo Gaspar
O quarto episódio envolve o ministro Gilmar Mendes, que arquivou a investigação por suspeita de estupro contra Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.
A acusação havia sido apresentada pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke e foi encerrada agora por Gilmar. A decisão de Gilmar ocorreu após a manifestação da PGR.
Os quatro episódios acontecem depois de um primeiro turno marcado pelo avanço de candidatos de direita.
Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula.
O PL, principal partido de direita, também ampliou sua presença no Congresso e elegeu a maior bancada tanto no Senado quanto na Câmara. Dos 54 senadores eleitos, 19 são do PL. Na Câmara dos Deputados, o partido conquistou 121 das 513 cadeiras.
Fonte: CBN
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