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Daniella Marques defende transição de dois anos no Bolsa Família com incentivo ao emprego e ao empreendedorismo

Daniella Marques defende transição de dois anos no Bolsa Família com incentivo ao emprego e ao empreendedorismo

Em entrevista à CBN Salvador, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro apresentou proposta que prevê crédito, capacitação profissional e retorno automático ao programa caso a tentativa de inserção no mercado de trabalho não dê certo

Por Redação

19/10/2026 às 17:21

Imagem de Daniella Marques defende transição de dois anos no Bolsa Família com incentivo ao emprego e ao empreendedorismo

Foto: Reprodução / YouTube

A coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, defendeu, em entrevista à CBN Salvador, nesta segunda-feira (19), uma política de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que consigam emprego com carteira assinada ou decidam abrir o próprio negócio. A proposta faz parte de um plano econômico que, segundo ela, pretende combinar proteção social, acesso ao crédito, capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo.

Ao explicar a medida, a economista destacou que a intenção é permitir que os beneficiários busquem novas fontes de renda sem perder imediatamente a proteção oferecida pelo programa. A proposta também prevê a possibilidade de retorno automático ao Bolsa Família caso a tentativa de conseguir emprego ou empreender não tenha o resultado esperado.

“Principalmente quem está no Bolsa Família vai ter uma regra de transição, como teve na época do presidente Bolsonaro, de dois anos, para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada com uma regra de transição por dois anos e um retorno automático caso dê errado”, afirmou, durante a entrevista.

A coordenadora econômica contextualizou a iniciativa como parte de uma estratégia mais ampla de geração de oportunidades. De acordo com ela, a proposta não se limita aos beneficiários do programa social, mas pretende alcançar brasileiros em diferentes etapas da vida profissional, incluindo microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos empresários.

“Todo brasileiro, na etapa de vida que tiver, os beneficiários do Bolsa Família, aquele que já empreende e é MEI, aquele que é micro, todos nessa etapa eles vão ter um plano para que o Estado apoie e que cresçam mais”, declarou.

“Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”

Ao defender a regra de transição, Daniella afirmou que o Bolsa Família deve funcionar como uma proteção social e, ao mesmo tempo, como um ponto de partida para a conquista de autonomia financeira.

“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. E todo mundo merece sonhar com algo mais, com mais oportunidade, com mais dignidade”, disse.

Na avaliação da coordenadora, o Estado deve oferecer condições para que as famílias ampliem sua renda e construam patrimônio, em vez de limitar sua atuação à transferência de recursos. Ela citou o acesso ao crédito, a capacitação profissional e as parcerias com empresas privadas como instrumentos para viabilizar esse objetivo.

“Crédito, capacitação, parceria com empresas privadas para oferecer cursos livres para se capacitar e conseguir um emprego melhor”, afirmou, ao apresentar as frentes de atuação previstas no plano econômico.

Daniella também associou a proposta à criação de um Ministério da Prosperidade, anunciado por Flávio Bolsonaro no debate da TV Band como parte de seu projeto de governo.

“Esse é o coração do plano do Flávio. Por isso ele vai criar o Ministério da Prosperidade. Ele falou disso muito ontem. E esse Ministério da Prosperidade vai ser focado em colocar o brasileiro pra crescer junto com o Brasil”, declarou.

A proposta, segundo ela, pretende estimular a construção de patrimônio e a realização de projetos pessoais e familiares. “E voltar a construir patrimônio e riqueza para a sua família. Colocar, realizar os seus sonhos, tirar os seus sonhos do papel”, acrescentou.

Caixa e Banco do Nordeste seriam usados para ampliar acesso ao crédito

Outro eixo apresentado por Daniella é a utilização de instituições financeiras públicas para apoiar pequenos empreendedores. A coordenadora citou a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste como instrumentos para ampliar o acesso a financiamentos.

“Então, a Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito”, afirmou.

A proposta, conforme a entrevista, busca articular o apoio financeiro à capacitação e à abertura de oportunidades de trabalho, de modo que beneficiários de programas sociais e pequenos empreendedores possam ampliar suas fontes de renda.

Plano emergencial prevê carência de seis meses para famílias e de 12 meses para empresas

Durante a entrevista à CBN Salvador, Daniella também apresentou outra medida prevista no plano econômico da campanha: um programa emergencial para renegociação e reestruturação de dívidas de famílias e empresas.

Pela proposta descrita por ela, as famílias teriam seis meses de carência para reorganizar seus compromissos financeiros. Já as micro e pequenas empresas contariam com 12 meses para recompor a capacidade de pagamento.

“Esse plano emergencial vai permitir que as famílias tenham carência de seis meses para reestruturar suas dívidas, assim como as empresas terão, as micro e pequenas empresas, carência de 12 meses para recompor a capacidade de pagamento”, explicou.

A coordenadora atribuiu o agravamento das dificuldades financeiras a medidas econômicas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as quais classificou como eleitoreiras. 

De acordo com a economista, a intenção é oferecer fôlego financeiro a consumidores e empresas, ao permitir que elas reorganizem suas contas e recuperem a capacidade de consumo e investimento.

“E a gente colocando com Flávio Bolsonaro as contas no Brasil no lugar, o juro vai cair e elas vão poder renegociar essas dívidas e ganhar fôlego de novo”, afirmou.

A coordenadora acrescentou que a recuperação financeira deve permitir que as famílias voltem a consumir sem comprometer excessivamente o orçamento doméstico e que os empreendedores tenham condições de manter suas atividades.

“Para poder voltar a encher o carrinho de supermercado e aí sim ter uma parcela que cabe no bolso da família ou no fluxo de caixa das empresas”, disse.

Ao resumir a proposta, Daniella afirmou que o objetivo é fazer com que o poder público funcione como um instrumento de apoio à autonomia econômica dos brasileiros.

“Então, essa é a grande prioridade do nosso plano de governo, é que o Estado seja a ponte para que as pessoas cresçam, voem sozinhas. O baiano merece voltar a sonhar e é isso que a gente vai fazer”, concluiu.


Por: Blog do Vila

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