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Conselho do MPF barra investigação sobre Gonet e mantém procurador-geral à frente do caso Master

Conselho do MPF barra investigação sobre Gonet e mantém procurador-geral à frente do caso Master

Com placar apertado de 5 a 4, o Conselho Superior do Ministério Público Federal livrou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, de abertura de apuração interna por suposta proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro. E, por unanimidade de 9 votos, man

Por Redação

25/09/2026 às 17:58

Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, é sabatinado na CCJ do Senado

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Com placar apertado de 5 a 4, o Conselho Superior do Ministério Público Federal livrou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, de abertura de apuração interna por suposta proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro. E, por unanimidade de 9 votos, manteve Gonet à frente dos processos relativos à investigação do caso Master. Gonet foi alvo do Conselho do MPF depois que vieram à tona mensagens com o advogado do banco Master e após a foto em que ele aparece ao lado de Vorcaro fumando charuto em um evento em Londres.

O subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino, relator do pedido de investigação contra Paulo Gonet, entendeu que não tinham elementos mínimos de materialidade e autoria que indiquem a prática de crime pelo PGR. Ele foi seguido pelo vice-procurador Hindemburgo Chateaubriand e pelos subprocuradores Paulo Celso, Alexandre Camanho e Nicolao Dino, irmão do ministro do STF, Flávio Dino. Ele considerou que Gonet não agiu para favorecer Vorcaro em nenhum momento.

A subprocuradora-geral da República, Janice Ascari, porém abriu a divergência para abrir investigação preliminar contra Gonet. Janice Ascari destacou que, de fato, as mensagens não trazem uma conversa direta entre Gonet e Vorcaro, mas seria necessário aprofundar as apurações do caso e não simplesmente arquivar a notícia crime.

Seguiram a divergência as sub-procuradoras Samantha Dobrowolski, Ana Borges e José Adônis. A representação contra Gonet ia no sentido de que ele deveria ter se declarado suspeito para atuar nos processos relacionados a Vorcaro por suposta relação com Daniel Vorcaro, o recebimento de presentes, incluindo uma viagem internacional, e suposto interesse no resultado dos processos. O partido Novo, autor da ação, entendia que a atuação do PGR poderia caracterizar o crime de prevaricação.

Fonte: CBN

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